Tag: Economia Verde

  • Brasil é reeleito para Conselho da ONU Turismo sob Sabino


    Brasil é reeleito para o Conselho Executivo da ONU Turismo sob liderança de Celso Sabino

    O Brasil foi reeleito para o Conselho Executivo da ONU Turismo nesta terça-feira (11), consolidando sua posição de destaque no cenário global do turismo e reforçando o papel estratégico do país na promoção de políticas internacionais voltadas ao desenvolvimento sustentável do setor. O ministro do Turismo, Celso Sabino, permanece à frente da presidência do Conselho, representando o país na principal instância de governança da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada ao turismo mundial.

    A votação ocorreu de forma híbrida em Riade, na Arábia Saudita, e contou com a participação de representantes de diversos países-membros da organização. O Brasil, que ocupa o posto desde 2024, manteve o assento e a presidência do órgão, reforçando o reconhecimento internacional de sua política de incentivo ao turismo e da condução de Sabino à frente da pasta.


    Reeleição consolida protagonismo do Brasil na ONU Turismo

    A ONU Turismo é uma das agências especializadas das Nações Unidas responsável por promover o turismo como motor de crescimento econômico, inclusão social e sustentabilidade. A reeleição do Brasil à presidência de seu Conselho Executivo marca um momento histórico e estratégico, simbolizando a consolidação do país como líder na governança global do setor turístico.

    Em nota publicada nas redes sociais, o ministro Celso Sabino comemorou a vitória diplomática e destacou a importância da continuidade no comando do órgão. Segundo ele, o país “vive um dos melhores momentos de sua história no turismo”, com recordes de visitantes, crescimento das exportações de serviços e aumento dos investimentos privados em infraestrutura turística.

    O resultado reforça a imagem do Brasil como referência em turismo sustentável, área que tem ganhado relevância crescente nas discussões internacionais — especialmente no contexto da COP30, que será realizada em Belém, no Pará, em 2025, e da qual Sabino também participa ativamente na organização.


    Conselho Executivo da ONU Turismo: o que faz e por que é importante

    O Conselho Executivo da ONU Turismo é responsável por orientar as políticas e ações da agência, aprovar programas e supervisionar o cumprimento das metas globais estabelecidas pela organização. Trata-se do principal colegiado deliberativo da entidade, que reúne países de todos os continentes para debater estratégias de fomento ao turismo sustentável, de inclusão e de competitividade.

    Com a reeleição do Brasil, o país continua no centro das decisões que envolvem:

    • Políticas internacionais de turismo sustentável e responsável;

    • Estratégias de retomada do turismo pós-pandemia;

    • Projetos de incentivo à economia criativa e ao turismo de base comunitária;

    • Parcerias multilaterais para qualificação de mão de obra e inovação tecnológica no setor.

    Sob a presidência de Celso Sabino, o Conselho tem enfatizado a importância do turismo como vetor de crescimento econômico e instrumento de transformação social, especialmente nos países em desenvolvimento.


    Celso Sabino: continuidade e política de fortalecimento institucional

    A liderança de Celso Sabino na ONU Turismo é vista como resultado da diplomacia brasileira e da agenda proativa do Ministério do Turismo. Desde 2023, Sabino vem reforçando o papel do país na formulação de políticas de cooperação internacional, atraindo investimentos e ampliando o diálogo entre o setor público e privado.

    Em sua primeira gestão no Conselho Executivo, o ministro priorizou temas como:

    • Expansão de rotas aéreas internacionais;

    • Simplificação de vistos para turistas estrangeiros;

    • Fortalecimento do ecoturismo e do turismo cultural;

    • Digitalização de serviços e promoção internacional do Brasil como destino sustentável.

    A reeleição garante a continuidade dessas políticas e dá ao Brasil uma voz ativa nas discussões sobre o futuro do turismo mundial — especialmente em um momento em que o setor vive uma fase de recuperação sólida e busca se adaptar aos novos padrões de consumo e sustentabilidade.


    Turismo brasileiro em alta e reconhecimento global

    O desempenho recente do turismo brasileiro foi um dos fatores que contribuíram para o sucesso diplomático na ONU Turismo. Em 2025, o Brasil registrou recordes no número de visitantes internacionais e um crescimento expressivo na receita cambial do setor.

    Entre janeiro e setembro de 2025:

    • Mais de 5,8 milhões de turistas estrangeiros visitaram o país, um aumento de 22% em relação a 2024;

    • O setor de serviços turísticos cresceu 7,5% no acumulado do ano;

    • O emprego formal no turismo teve o melhor desempenho da década, com mais de 180 mil novas vagas.

    Esses indicadores reforçam a credibilidade da gestão brasileira e a confiança internacional no modelo de políticas implementado pelo Ministério do Turismo. A ONU Turismo reconhece o Brasil como um exemplo de equilíbrio entre crescimento econômico, responsabilidade ambiental e valorização cultural.


    Apoio à sustentabilidade e à inclusão no turismo global

    Durante a presidência de Celso Sabino, o Conselho da ONU Turismo também vem promovendo debates sobre economia verde, turismo de base comunitária e combate às desigualdades regionais. O Brasil tem defendido uma política de turismo inclusivo, com incentivo à geração de renda em comunidades tradicionais, povos indígenas e áreas de preservação ambiental.

    Esse enfoque sustentável está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que orientam as ações da agência e dos países-membros. A liderança brasileira reforça a importância de conciliar preservação ambiental, inclusão social e inovação tecnológica como pilares de uma nova economia turística global.


    Diplomacia e bastidores da eleição

    A reeleição do Brasil foi definida em votação híbrida, realizada em Riade, capital da Arábia Saudita, com ampla maioria favorável ao país. O ministro Celso Sabino foi representado na cerimônia pela secretária-executiva do Ministério do Turismo, Ana Carla Lopes, já que o ministro estava em Belém, participando de compromissos oficiais da COP30.

    Nos bastidores diplomáticos, a vitória foi interpretada como um gesto de confiança da comunidade internacional no trabalho desempenhado pelo Brasil e como um sinal de fortalecimento da imagem do país nas instâncias multilaterais. Fontes próximas ao Ministério do Turismo indicam que a negociação envolveu articulações junto a países latino-americanos, africanos e árabes.


    Desafios políticos internos: Sabino e o União Brasil

    Apesar da conquista internacional, o ministro Celso Sabino enfrenta desafios no cenário político doméstico. Ele corre o risco de ser expulso do União Brasil, partido que decidiu deixar a base aliada do governo.

    Mesmo sob ameaça, Sabino reafirmou que permanecerá no cargo e continuará apoiando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mantendo o foco na agenda institucional do turismo. Fontes da pasta indicam que, caso a expulsão se concretize, o ministro pode buscar filiação a outra legenda, mas não pretende deixar o comando do Ministério.

    A situação reforça o contraste entre o prestígio internacional de Sabino e as disputas partidárias que ainda marcam o ambiente político em Brasília.


    Brasil e Arábia Saudita: novos rumos na cooperação internacional

    A presença brasileira na ONU Turismo coincide com o fortalecimento das relações bilaterais com a Arábia Saudita, país que também desempenha papel de destaque no setor global. Na mesma reunião que confirmou a reeleição de Sabino, o órgão elegeu Shaikha Nasser Al Nowais, da Arábia Saudita, como primeira mulher a ocupar o cargo de secretária-geral da agência.

    A cooperação entre Brasil e Arábia Saudita deve se intensificar em projetos voltados à infraestrutura turística, investimentos verdes e intercâmbio cultural, ampliando o papel das duas nações na transição para um modelo global de turismo sustentável.


    Impacto estratégico da reeleição na política externa brasileira

    O sucesso diplomático na ONU Turismo reforça a política de reaproximação do Brasil com organismos multilaterais, marca da atual gestão federal. A manutenção da presidência no Conselho Executivo é vista como parte de uma estratégia mais ampla de retomada da projeção internacional do Brasil, não apenas no turismo, mas em áreas como meio ambiente, economia verde e inovação.

    Especialistas apontam que a continuidade de Sabino à frente do Conselho fortalece a imagem do país como voz ativa nas discussões globais sobre desenvolvimento sustentável, com capacidade de articulação técnica e diplomática.


    O futuro do turismo brasileiro

    Com a reeleição na ONU Turismo, o Brasil consolida sua liderança e abre caminho para novos projetos de integração regional e tecnológica. Entre as prioridades para 2026 estão:

    Essas medidas visam consolidar o turismo como um dos pilares do crescimento econômico brasileiro, com potencial para gerar milhões de empregos e atrair investimentos estruturantes.

    Brasil é reeleito para Conselho da ONU Turismo sob Sabino

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Lula afirma que transição energética depende de minerais críticos e defende protagonismo do Brasil na COP30


    Lula defende que transição energética depende da exploração sustentável de minerais críticos

    Durante a sessão plenária da Cúpula de Líderes da COP30, realizada nesta sexta-feira (7/11) em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o debate sobre transição energética precisa incluir de forma central a discussão sobre o papel dos minerais críticos. Segundo ele, esses insumos são essenciais para o desenvolvimento de tecnologias limpas e para garantir que países em desenvolvimento participem ativamente da nova economia verde.

    O discurso do presidente reforçou a posição do Brasil como protagonista nas negociações climáticas globais e destacou o desafio de equilibrar crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e soberania sobre recursos naturais.


    Lula: “É impossível discutir transição energética sem minerais críticos”

    No início de sua fala, Lula destacou que minerais críticos, como lítio, nióbio, cobre, níquel e grafite, são a base para a fabricação de baterias elétricas, painéis solares e sistemas de energia renovável. Ele ressaltou que não há transição energética possível sem o domínio tecnológico e produtivo desses elementos, considerados estratégicos para o futuro da matriz energética global.

    A fala foi uma resposta direta à crescente preocupação internacional com a dependência de poucos países produtores desses insumos, especialmente em meio à disputa tecnológica entre Estados Unidos, China e União Europeia. Lula afirmou que as nações em desenvolvimento precisam ser incluídas de forma justa na cadeia de valor global da energia limpa, com direito à industrialização local e compartilhamento de tecnologia.


    O papel do Brasil na nova geopolítica dos minerais críticos

    O Brasil é hoje um dos países com maior potencial de exploração sustentável de minerais críticos. Estados como Minas Gerais, Bahia e Piauí concentram jazidas estratégicas de lítio e grafite, enquanto a Amazônia possui reservas expressivas de cobre e níquel.

    Lula defendeu que o país deve aproveitar essa vantagem comparativa para se tornar líder global em mineração verde, com foco em baixo impacto ambiental e maior valor agregado. “Não basta extrair e exportar. É preciso transformar”, tem repetido em diversos fóruns econômicos.

    O presidente reforçou que a transição energética global não pode reproduzir os erros históricos da dependência colonial, em que os países do Sul apenas forneciam matérias-primas enquanto as nações desenvolvidas capturavam o valor industrial. A inclusão produtiva e tecnológica é, segundo ele, o caminho para um modelo de crescimento mais justo e sustentável.


    COP30: o debate sobre justiça climática e soberania mineral

    A fala de Lula ocorre num contexto em que o Brasil se prepara para sediar a COP30 em 2025, consolidando Belém como símbolo da agenda ambiental global. O presidente vem defendendo que o evento vá além dos compromissos de redução de carbono e incorpore discussões estruturais sobre financiamento climático e uso responsável dos recursos naturais.

    Na sessão plenária da Cúpula de Líderes, o tema dos minerais críticos foi central. Para o governo brasileiro, o desafio é encontrar um equilíbrio entre preservação ambiental e aproveitamento econômico. A estratégia nacional prevê o uso de tecnologias de rastreamento, reciclagem e reindustrialização verde, garantindo que o país atue não apenas como fornecedor de insumos, mas como ator estratégico da economia descarbonizada.


    Minerais críticos e segurança energética global

    No cenário internacional, o domínio sobre os minerais críticos é visto como fator de poder geopolítico. A eletrificação da frota global, o avanço das energias renováveis e a digitalização da economia criam uma nova corrida global por esses insumos.

    Atualmente, China e República Democrática do Congo concentram grande parte da produção de minerais como cobalto, lítio e terras raras. Essa concentração gera riscos para a segurança energética mundial e pressiona outros países a diversificar suas fontes de suprimento.

    Lula alertou que os países latino-americanos e africanos, detentores de vastas reservas, não podem ser reduzidos à condição de fornecedores brutos. Segundo ele, é fundamental criar políticas multilaterais de governança mineral, que assegurem transparência, regulação e repartição justa dos benefícios.


    Industrialização verde e financiamento climático

    Durante o discurso, Lula também defendeu a criação de novos mecanismos de financiamento climático voltados ao Sul Global, especialmente para projetos de industrialização verde.

    Para o presidente, é necessário que bancos multilaterais e fundos de investimento ofereçam linhas de crédito acessíveis a países que queiram desenvolver cadeias industriais baseadas em energia limpa e minerais críticos.

    O objetivo é romper o ciclo de dependência financeira e permitir que nações emergentes, como o Brasil, possam gerar empregos qualificados, transferir tecnologia e construir autonomia produtiva.

    Essa visão dialoga com a proposta de integração sul-americana defendida por Lula desde o início do terceiro mandato, que busca fortalecer alianças regionais em torno de uma política comum de transição energética e sustentabilidade.


    Brasil quer liderar a mineração verde e responsável

    O governo federal vem estruturando uma estratégia nacional para minerais críticos, liderada pelos ministérios de Minas e Energia (MME) e Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

    Entre as medidas em estudo estão:

    A meta é posicionar o Brasil como referência mundial em mineração de baixo carbono, ampliando a competitividade internacional e fortalecendo a imagem do país como potência verde.


    Da Amazônia ao Cerrado: onde estão os minerais críticos do Brasil

    Estudos recentes do Serviço Geológico do Brasil (SGB) indicam que o território nacional concentra mais de 15 tipos de minerais críticos com alto potencial econômico. Entre eles, destacam-se:

    • Lítio e nióbio (Minas Gerais, Bahia e Paraíba);

    • Grafite e terras raras (Piauí e Goiás);

    • Cobre e níquel (Pará e Amapá);

    • Fósforo e potássio, importantes para a agricultura sustentável (Mato Grosso e Tocantins).

    A expectativa é que o setor mineral brasileiro movimente mais de US$ 30 bilhões em investimentos até 2030, com foco na exportação de baterias, componentes para veículos elétricos e painéis fotovoltaicos.


    Transição energética e o futuro da economia verde

    Para Lula, o debate sobre minerais críticos está no centro da transição energética justa. O presidente argumenta que a economia do futuro deve ser baseada em energia limpa, inovação tecnológica e responsabilidade social.

    Isso significa investir em pesquisa, educação técnica e infraestrutura industrial, garantindo que o Brasil não apenas exporte recursos, mas também fabrique tecnologias sustentáveis.

    Em seu discurso na COP30, Lula reafirmou que o planeta não suporta mais um modelo de crescimento baseado em combustíveis fósseis. O Brasil, segundo ele, tem a oportunidade de liderar um novo paradigma econômico que una desenvolvimento, inclusão social e preservação ambiental.


    Minerais críticos como vetor estratégico do século XXI

    O posicionamento de Lula coloca os minerais críticos no centro da agenda econômica e ambiental brasileira. Ao defender o protagonismo dos países do Sul Global, o presidente propõe uma nova ordem econômica sustentável, capaz de reduzir desigualdades e construir um modelo de desenvolvimento que combine transição energética, soberania mineral e justiça climática.

    A estratégia do governo aponta para uma integração entre mineração responsável, inovação tecnológica e industrialização verde — pilares de um Brasil que busca se consolidar como liderança global na economia de baixo carbono.

    Lula afirma que transição energética depende de minerais críticos e defende protagonismo do Brasil na COP30

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Tesouro Nacional lança nova emissão de títulos sustentáveis e reforça compromisso com a agenda verde


    Tesouro Nacional lança nova emissão de títulos sustentáveis e reforça estratégia verde no mercado internacional

    Por Redação Gazeta Mercantil — Brasília

    O Tesouro Nacional anunciou nesta quinta-feira (6) uma nova emissão de títulos sustentáveis no mercado internacional, reafirmando o compromisso do Brasil com políticas voltadas à sustentabilidade, à transição energética e ao financiamento de projetos ambientais e sociais.

    A operação inclui papéis em dólares com vencimento em 2033, além da reabertura da oferta de títulos com vencimento em 2035, consolidando a posição do país como um dos principais emissores soberanos de instrumentos financeiros verdes na América Latina.

    Essa é a terceira emissão de títulos sustentáveis feita pelo governo brasileiro e ocorre em um contexto de crescente interesse global por investimentos com critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).


    Objetivo da emissão

    De acordo com o Tesouro, a nova oferta tem como propósito fortalecer a curva de juros soberana em dólar, aumentar a liquidez dos papéis brasileiros e oferecer uma referência sólida para o setor privado no exterior.

    Além de garantir recursos para o financiamento da dívida pública externa, o governo se comprometeu a destinar o montante captado para ações voltadas à sustentabilidade, especialmente projetos que contribuam para:

    Esse direcionamento dos recursos reforça a credibilidade do Brasil em fóruns internacionais e atende às diretrizes de emissão de Green Bonds (títulos verdes) e Sustainability Bonds, mecanismos cada vez mais demandados por fundos globais e investidores institucionais.


    Taxas e estrutura da operação

    Segundo informações preliminares, o “initial price talk” — referência inicial de preço usada para testar o apetite do mercado — foi definido em 6,00% para o título com vencimento em 2033 e 6,50% para o papel que vence em 2035.

    A emissão será conduzida por três grandes instituições financeiras globais: Citibank, Deutsche Bank e Goldman Sachs.

    O resultado final da colocação, que deve movimentar entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões, será divulgado ao fim desta quinta-feira, após o encerramento do bookbuilding junto a investidores estrangeiros.

    A expectativa é que a forte demanda pelos títulos, impulsionada pelo bom desempenho recente da economia brasileira e pelo avanço das políticas climáticas, pressione as taxas para baixo, reduzindo o custo de captação do país.


    Sustentabilidade como pilar da política fiscal

    A emissão de títulos sustentáveis está alinhada à política fiscal e financeira do governo, que busca equilibrar responsabilidade orçamentária com estímulos a uma agenda verde de desenvolvimento.

    O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, já havia sinalizado em setembro que o governo preparava uma nova operação internacional, ressaltando que a demanda global por ativos sustentáveis tem crescido mesmo em um ambiente de juros elevados.

    Essas emissões servem não apenas para financiar políticas públicas, mas também para reposicionar o Brasil como protagonista climático, reforçando sua imagem perante investidores que priorizam compromissos ambientais e sociais claros.


    Contexto e relevância global

    Nos últimos anos, a emissão de títulos sustentáveis se tornou uma ferramenta estratégica de política econômica. Governos e corporações utilizam o instrumento para captar recursos de longo prazo e direcioná-los a projetos de impacto ambiental positivo.

    A tendência segue forte na Europa, na Ásia e na América Latina, e o Brasil, com sua matriz energética limpa e ampla biodiversidade, desponta como um dos países com maior potencial de atração de investimentos verdes.

    A operação anunciada hoje consolida essa posição, permitindo ao Tesouro reforçar a credibilidade internacional do país em um momento em que investidores buscam portfólios mais sustentáveis e transparentes.


    Histórico das emissões sustentáveis brasileiras

    O Brasil estreou no mercado de títulos sustentáveis em 2023, quando realizou sua primeira emissão de Sustainability Bonds no exterior. O sucesso daquela operação — que registrou forte demanda e taxas competitivas — estimulou o governo a repetir a estratégia em 2024 e agora em 2025.

    Essas emissões são acompanhadas de relatórios anuais de alocação e impacto, nos quais o Tesouro detalha o uso dos recursos em programas que apoiam metas de redução de carbono, transição energética e desenvolvimento social.

    Entre as áreas elegíveis estão projetos de mobilidade elétrica, infraestrutura sustentável, energias renováveis, gestão de resíduos sólidos, educação e inclusão social.


    Impactos esperados na economia e no mercado financeiro

    A entrada de novas captações em dólares ajuda o Brasil a diversificar suas fontes de financiamento, reduzir o risco cambial da dívida externa e reforçar o colchão de liquidez do Tesouro.

    Além disso, o fortalecimento da curva de juros em dólar fornece referência de preço para o setor privado, incentivando empresas brasileiras a seguirem o mesmo caminho e emitirem seus próprios títulos verdes.

    Essa dinâmica tende a aumentar o fluxo de investimentos ESG para o país, ampliando o papel do mercado de capitais como canal de financiamento sustentável.

    Segundo analistas, a estratégia também contribui para baixar o custo de captação no médio prazo, pois melhora a percepção de risco e reforça o compromisso do governo com metas fiscais e ambientais.


    O Brasil no cenário ESG global

    O país tem sido destaque em fóruns internacionais por sua capacidade de combinar estabilidade macroeconômica com políticas ambientais robustas.

    A nova emissão de títulos sustentáveis reforça o discurso brasileiro de liderança climática, especialmente após o avanço de iniciativas como:

    • o Plano de Transição Ecológica, lançado em 2024;

    • o fortalecimento do Fundo Clima;

    • e a realização da Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, prevista para 2025.

    Com a emissão, o governo busca sinalizar que o Brasil está preparado para financiar o crescimento econômico com base em critérios sustentáveis, conciliando competitividade com responsabilidade ambiental.


    O papel dos investidores internacionais

    Fundos soberanos, gestoras globais e bancos de investimento têm demonstrado apetite crescente por títulos atrelados à sustentabilidade. A emissão brasileira deve atrair investidores de longo prazo, especialmente da Europa e da Ásia, regiões onde os critérios ESG já fazem parte obrigatória das carteiras institucionais.

    Além da rentabilidade, o diferencial está no impacto: cada dólar aplicado em títulos sustentáveis do Tesouro representa investimento direto em programas de conservação, educação, energia limpa e infraestrutura verde.


    Perspectivas para o futuro

    Com o avanço da agenda de finanças sustentáveis, o Tesouro Nacional deve ampliar o escopo de emissões em moeda estrangeira nos próximos anos, incluindo a possibilidade de títulos temáticos, como:

    Especialistas acreditam que o Brasil pode se tornar referência regional em financiamento sustentável, tanto pelo tamanho de sua economia quanto pela diversidade de seus ativos ambientais.

    A consolidação dessa estratégia depende, contudo, da manutenção da credibilidade fiscal e da transparência no uso dos recursos — pontos que o governo promete reforçar nos relatórios de acompanhamento.

    A nova emissão de títulos sustentáveis confirma o protagonismo do Brasil no mercado financeiro verde e representa mais um passo na integração entre economia e meio ambiente.

    Ao direcionar recursos para políticas climáticas e sociais, o país reforça seu papel estratégico na agenda global de sustentabilidade, mostrando que é possível crescer com responsabilidade fiscal e ambiental.

    Com a operação, o Tesouro Nacional não apenas antecipa o financiamento da dívida em moeda estrangeira, mas também reafirma a confiança internacional no compromisso do Brasil com um futuro de baixo carbono e inclusão social.

    Tesouro Nacional lança nova emissão de títulos sustentáveis e reforça compromisso com a agenda verde

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • COP30 Belém: Lula reúne 40 líderes mundiais e projeta Brasil como potência da economia verde


    COP30 Belém reúne líderes globais e consolida papel estratégico do Brasil na diplomacia climática

    Por Gazeta Mercantil
    Belém (PA) — O Brasil assume nesta quinta-feira (6) o centro das atenções mundiais ao sediar a Cúpula de Líderes da COP30, encontro que marca o início das discussões políticas e econômicas da conferência do clima das Nações Unidas. Com a presença de mais de 40 chefes de Estado e delegações de mais de 170 países, a cidade de Belém se transforma no epicentro da diplomacia ambiental global.

    A reunião, que antecipa a COP30 — prevista oficialmente para 2026 —, reforça a estratégia do governo brasileiro de reposicionar o país como protagonista nas negociações internacionais sobre transição energética, comércio verde e preservação da Amazônia.


    Brasil busca liderança econômica no debate climático

    Mais do que um evento ambiental, a COP30 Belém é vista como um marco geopolítico e econômico. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende usar o encontro como vitrine da política externa brasileira, aproximando aliados estratégicos e atraindo novos investimentos em energia limpa e infraestrutura sustentável.

    Nos bastidores, diplomatas confirmam que o foco principal será a financiamento climático — um tema que envolve diretamente bancos multilaterais e grandes fundos soberanos. O Brasil tenta liderar a pauta de créditos de carbono e pagamentos por serviços ambientais, buscando transformar a conservação da floresta amazônica em ativo econômico.

    A presença confirmada de líderes europeus e africanos reforça essa estratégia. França, Alemanha e Noruega — grandes financiadores de iniciativas ambientais — sinalizaram apoio a uma governança internacional que recompense países que preservam biomas estratégicos.


    Lula recebe mais de 40 chefes de Estado e governo

    A Cúpula de Líderes da COP30 conta com a presença de Emmanuel Macron (França), Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul), além de representantes do Reino Unido, Alemanha, Portugal, Noruega e outras nações-chave para o debate climático.

    A ausência de nomes como Donald Trump (EUA), Xi Jinping (China) e Javier Milei (Argentina) foi interpretada por analistas como um gesto político calculado — especialmente no contexto da crescente rivalidade entre Washington e Pequim. Ainda assim, o alto número de participantes confirma a força diplomática do evento e a capacidade de mobilização brasileira.


    Presença britânica e europeia reforça confiança em Lula

    Entre os destaques, a presença do Príncipe William, representando o rei Charles III, simboliza o engajamento do Reino Unido com a pauta ambiental. O novo primeiro-ministro britânico Keir Starmer também marca presença, demonstrando alinhamento com a proposta de um mercado global de carbono supervisionado pela ONU.

    Da Europa, também participam o chanceler alemão Friedrich Merz, o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e o francês Emmanuel Macron, que devem se reunir com Lula para discutir a retomada do acordo comercial Mercosul-União Europeia, travado por cláusulas ambientais.


    Geopolítica e economia verde se cruzam em Belém

    O evento em Belém não é apenas uma cúpula climática: é um tabuleiro de geopolítica econômica. Com a guerra comercial entre EUA e China afetando cadeias de suprimentos globais, o Brasil tenta ocupar um espaço intermediário — oferecendo-se como parceiro estratégico para a reindustrialização verde.

    O Itamaraty aposta na COP30 como vitrine para atrair empresas de tecnologia limpa, energia solar, hidrogênio verde e biocombustíveis. Segundo fontes do governo, há negociações com companhias da Alemanha, Japão e Emirados Árabes para instalação de hubs de energia sustentável na Amazônia.

    Além disso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve anunciar novos mecanismos de financiamento voltados à transição energética, conectando projetos regionais ao mercado internacional de carbono.


    Ausências e tensões diplomáticas

    A ausência dos presidentes Donald Trump, Xi Jinping e Javier Milei reflete divisões políticas globais e diferenças de estratégia em relação à transição energética.

    Os Estados Unidos optaram por não enviar representantes de alto escalão, mantendo apenas uma delegação técnica. A China, por sua vez, enviou o vice-primeiro-ministro Ding Xuexiang, em sinal de moderação e interesse em acompanhar de perto as negociações multilaterais.

    Analistas apontam que o Brasil tenta capitalizar essas ausências reforçando sua imagem de mediador entre o Norte e o Sul global. A mensagem de Lula, segundo diplomatas, é clara: o Brasil quer ser ponte entre economias desenvolvidas e emergentes em torno de um novo pacto verde global.


    Líderes e autoridades confirmadas na COP30 Belém

    Chefes de Estado

    • França – Emmanuel Macron

    • Chile – Gabriel Boric Font

    • Colômbia – Gustavo Petro

    • África do Sul – Cyril Ramaphosa

    • Finlândia – Alexander Stubb

    • Guiana – Irfaan Ali

    • Honduras – Xiomara Castro

    • Moçambique – Daniel Francisco Chapo

    • Namíbia – Netumbo Nandi-Ndaitwah

    • República Democrática do Congo – Félix Tshisekedi Tshilombo

    • Suécia – Rei Carl XVI Gustaf e Rainha Silvia

    • Suriname – Jennifer Simons

    • Mônaco – Príncipe Alberto II

    Chefes de Governo

    • Alemanha – Friedrich Merz

    • Espanha – Pedro Sánchez

    • Reino Unido – Keir Starmer

    • Portugal – Luís Montenegro

    • Noruega – Jonas Gahr Støre

    • Países Baixos – Dick Schoof

    • Irlanda – Micheál Martin

    • Papua-Nova Guiné – James Marape

    • Barbados – Mia Amor Mottley

    Vice-presidentes

    • Nigéria – Kashim Shettima

    • Quênia – Kithure Kindiki

    • Turquia – Cevdet Yilmaz

    • Benin – Chabi Talata

    • Iêmen – Tarik Saleh

    Vice-primeiros-ministros

    • China – Ding Xuexiang

    • Itália – Antonio Tajani

    • Cuba – Eduardo Martínez Díaz

    • Eslovênia – Tanja Fajon

    • Lesoto – Nthomeng Majara

    • Somália – Salah Ahmed Jama

    Chefes de Organizações Internacionais

    • Banco Mundial – Ajay Banga (Presidente)

    • Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – Ilan Goldfajn

    • Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) – Sérgio Díaz-Granados

    • NDB – Dilma Rousseff (Presidenta)

    • FAO – Qu Dongyu (Diretor-Geral)

    • OMS – Tedros Adhanom Ghebreyesus (Diretor-Geral)

    • OMC – Ngozi Okonjo-Iweala (Diretora-Geral)

    • UNICEF – Catherine Russell (Diretora-Executiva)

    • UN-Habitat – Anacláudia Rossbach (Subsecretária-Geral da ONU)

    • PNUD – Haoliang Xu (Administrador interino)


    Amazônia no centro da agenda

    Durante os painéis temáticos, Lula deve apresentar uma nova proposta de cooperação internacional para financiar projetos sustentáveis na Amazônia Legal, em parceria com países da Bacia do Congo e do Sudeste Asiático. A ideia é criar um “Fundo do Sul Global”, voltado para a conservação florestal e geração de emprego verde.

    Além disso, o Brasil pretende liderar um acordo para precificar o carbono florestal, criando um mercado regulado que valorize áreas preservadas. Esse mecanismo é visto como essencial para atrair capital privado e tornar a economia de baixo carbono financeiramente viável.


    Belém, vitrine da transição verde

    A escolha de Belém como sede da COP30 foi estratégica. A cidade representa o símbolo da integração entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

    Infraestrutura, segurança e logística foram reforçadas para o evento, com apoio das Forças Armadas e de agências internacionais. Segundo o Itamaraty, a presença de mais de 10 mil participantes oficiais e cerca de 30 mil visitantes deve movimentar a economia local e projetar o Pará como polo de inovação ambiental.


    Brasil no centro das negociações globais

    O encontro em Belém marca a consolidação da imagem do Brasil como liderança emergente na diplomacia climática. A estratégia é usar o peso político regional e a credibilidade ambiental do país para negociar acordos que conciliem sustentabilidade e crescimento econômico.

    Para diplomatas, o país assume um papel semelhante ao da França durante o Acordo de Paris: o de articulador global. O sucesso do evento pode fortalecer o discurso brasileiro em fóruns econômicos e ampliar o poder de barganha em acordos comerciais.



    COP30 Belém: Lula reúne 40 líderes mundiais e projeta Brasil como potência da economia verde

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia