Tag: Embraer

  • Embraer tem receita recorde e backlog histórico de US$ 31 bilhões no 3º trimestre de 2025


    Embraer tem receita recorde e backlog histórico de US$ 31 bilhões no terceiro trimestre de 2025

    A Embraer registrou um desempenho histórico no terceiro trimestre de 2025, consolidando sua posição como uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo. A companhia alcançou receita líquida recorde de R$ 10,9 bilhões, representando alta de 15,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço foi impulsionado principalmente pelos segmentos de Aviação Comercial e Defesa & Segurança, que cresceram 28% e 24%, respectivamente.

    Mais do que um trimestre forte, o resultado reflete o momento estratégico da empresa, que tem expandido sua presença internacional, reforçado sua carteira de pedidos e investido em inovação. O backlog (carteira de pedidos firmes) atingiu US$ 31,3 bilhões, o maior da história da companhia — um marco que projeta confiança e sustentabilidade no crescimento futuro.


    Receita recorde e estabilidade operacional

    A Embraer obteve EBIT ajustado de R$ 927,2 milhões, com margem de 8,5%. Embora inferior aos 17,6% registrados em 2024, a comparação é afetada por um ganho não recorrente de US$ 150 milhões, resultado de um acordo arbitral com a Boeing no ano passado. Sem esse efeito extraordinário, as margens operacionais permanecem estáveis, sinalizando resiliência operacional.

    O lucro líquido ajustado foi de R$ 289 milhões, comparado a R$ 1,22 bilhão em 2024. A redução está associada à normalização das receitas não recorrentes e a um impacto fiscal de R$ 161 milhões em impostos diferidos. Ainda assim, o resultado líquido reforça a consistência financeira da empresa, que vem ampliando eficiência e reduzindo endividamento.


    Entregas e crescimento em todos os segmentos

    Durante o trimestre, a Embraer entregou 62 aeronaves, número 5% superior ao do terceiro trimestre de 2024. Foram 20 aviões comerciais (13 E2 e 7 E1), 41 jatos executivos (23 leves e 18 médios) e uma aeronave KC-390 Millennium, no segmento de Defesa. O crescimento foi sustentado pela retomada da demanda global por transporte aéreo e pela competitividade dos modelos E2, reconhecidos pela eficiência de combustível e baixo custo operacional.


    Aviação Comercial: expansão global e margens positivas

    O segmento de Aviação Comercial foi um dos grandes destaques do trimestre, com receita de R$ 3,3 bilhões, crescimento de 28% sobre 2024. A melhora decorreu do aumento das entregas, dos preços mais altos e da maior participação dos jatos da família E2, que possuem maior valor agregado e eficiência operacional superior.

    A margem EBIT ajustada passou de -4,8% para +1,2%, sinalizando recuperação da rentabilidade e ganhos de escala. O bom desempenho também reflete a retomada de encomendas de companhias aéreas da América do Norte e da Europa, além de novas negociações na Ásia e no Oriente Médio.


    Aviação Executiva: estabilidade com desafios logísticos

    A divisão de Aviação Executiva registrou receitas de R$ 3,2 bilhões, um leve aumento de 1% frente ao ano anterior. Apesar da estabilidade nas entregas, o resultado foi impactado por custos logísticos mais altos e tarifas de importação nos Estados Unidos, equivalentes a US$ 15 milhões.

    A margem bruta recuou de 23,4% para 18,7%, enquanto a margem EBIT ajustada caiu de 16,3% para 12,1%. O segmento, porém, segue sólido e competitivo, sustentado pelo desempenho dos modelos Phenom 300 e Praetor 600, líderes em suas categorias. A expectativa é de retomada mais forte no quarto trimestre, com foco em clientes corporativos e expansão na América Latina.


    Defesa & Segurança: KC-390 impulsiona resultados e exportações

    O setor de Defesa & Segurança teve crescimento expressivo de 24%, atingindo R$ 1,5 bilhão em receita. O desempenho foi impulsionado por entregas da aeronave KC-390 Millennium e ajustes contratuais favoráveis.

    A margem EBIT ajustada avançou de 7,2% para 12,9%, beneficiada pelo aumento das exportações e pela alavancagem operacional. O KC-390 segue consolidando sua reputação internacional, com contratos firmados com Portugal, Hungria, Holanda, Áustria e República Tcheca. A Embraer também negocia novas parcerias na Ásia e no Oriente Médio, reforçando o protagonismo da empresa no setor de defesa global.


    Serviços & Suporte: crescimento contínuo e desafios operacionais

    A divisão de Serviços & Suporte teve receita de R$ 2,7 bilhões, alta de 14% em relação ao mesmo período de 2024. O crescimento foi sustentado pela expansão das atividades de manutenção, reparo e revisão de motores, especialmente nas operações da OGMA, em Portugal.

    A margem EBIT ajustada recuou de 18,7% para 13,6%, refletindo atrasos em serviços e aumento dos custos de materiais. Ainda assim, a área continua sendo uma das mais rentáveis da companhia, contribuindo com fluxo de caixa estável e fortalecendo o relacionamento de longo prazo com clientes.


    Outros negócios: expansão e diversificação

    A categoria “Outros negócios” registrou crescimento robusto de 144,5%, saltando de R$ 69 milhões para R$ 170 milhões. O resultado foi impulsionado pela reclassificação da divisão de trens de pouso como unidade independente e pela performance da área cibernética Tempest, além do avanço na Aviação Agrícola (Ipanema).

    Essas iniciativas reforçam o compromisso da Embraer com a diversificação de receitas e a aposta em novas fronteiras tecnológicas.


    Caixa, dívida e estrutura financeira sólida

    O fluxo de caixa livre ajustado (excluindo a Eve) foi de R$ 1,6 bilhão, impulsionado pelo aumento das entregas e pela redução das contas a receber. O caixa consolidado atingiu R$ 11,1 bilhões, enquanto o caixa líquido (sem a Eve) melhorou para –R$ 2,3 bilhões, contra –R$ 5,9 bilhões um ano antes.

    Em outubro, a companhia realizou uma emissão de US$ 1 bilhão em títulos com vencimento em 12 anos e juros de 5,4% ao ano, utilizando parte dos recursos para recomprar bônus com vencimentos em 2028 e 2030. A operação reduziu o custo médio da dívida e alongou o prazo médio para 5,9 anos.

    Os investimentos totalizaram R$ 575 milhões, distribuídos entre capital físico, intangíveis, programas de peças e pesquisa. Já a Eve, subsidiária focada em mobilidade aérea urbana, investiu R$ 260 milhões, voltados ao desenvolvimento tecnológico e à certificação de seus eVTOLs.


    Projeções mantidas e reconhecimento internacional

    A Embraer manteve suas projeções para 2025:

    • Entregar 77 a 85 jatos comerciais e 145 a 155 executivos;

    • Receita anual entre US$ 7,0 e US$ 7,5 bilhões;

    • Margem EBIT ajustada entre 7,5% e 8,3%;

    • Fluxo de caixa livre acima de US$ 200 milhões.

    O mercado reagiu positivamente à consistência das metas e à disciplina financeira da companhia. As agências de rating também reconheceram o avanço: a S&P Global Ratings elevou o rating da empresa para “BBB”, enquanto Fitch Ratings e Moody’s revisaram as perspectivas para positivas, destacando a solidez operacional e o perfil de endividamento mais saudável.


    Inovação e sustentabilidade no centro da estratégia

    Além dos resultados financeiros, a Embraer continua fortalecendo seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade. A empresa avança em projetos de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), eletrificação de aeronaves e mobilidade aérea urbana, posicionando-se como protagonista na transição ecológica do setor.

    Essas iniciativas fazem parte da meta corporativa de neutralidade de carbono até 2040, alinhando a companhia às práticas globais de ESG (Environmental, Social and Governance). O futuro da aviação, segundo a Embraer, passa pela integração entre eficiência, tecnologia e responsabilidade ambiental.


    Embraer entra em nova fase de expansão global

    O terceiro trimestre de 2025 marca um divisor de águas para a Embraer, que combina solidez financeira, inovação tecnológica e liderança de mercado. Com receita recorde e backlog histórico de US$ 31,3 bilhões, a companhia mostra que está preparada para crescer de forma sustentável, ampliar exportações e reforçar sua presença global.

    A empresa segue como uma das maiores exportadoras do Brasil, símbolo da capacidade nacional em engenharia e tecnologia de ponta. O desempenho confirma o protagonismo da Embraer não apenas como fabricante de aeronaves, mas como agente estratégico na construção do futuro da aviação mundial.



    Embraer tem receita recorde e backlog histórico de US$ 31 bilhões no 3º trimestre de 2025

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Ibovespa hoje: Bolsa renova máxima histórica e investidores acompanham dólar e juros nesta terça-feira


    Ibovespa Hoje ao Vivo: Bolsa renova máxima histórica e investidores acompanham dólar e juros nesta terça-feira

    O Ibovespa hoje opera em um ambiente de cautela global, após uma sequência de altas que levou o principal índice da Bolsa brasileira ao maior patamar de fechamento da história. Os investidores observam com atenção os desdobramentos do mercado internacional, as variações do dólar, a curva de juros e as falas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no Bloomberg Green Summit, em São Paulo.

    Ao mesmo tempo, os mercados futuros dos Estados Unidos amanhecem em queda, refletindo a realização de lucros após o forte rali impulsionado pelas empresas de tecnologia e pelo entusiasmo com a inteligência artificial (IA).


    Cenário internacional: realização de lucros e foco em tecnologia

    Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em baixa nesta terça-feira (4), após um pregão anterior marcado por ganhos expressivos no setor de tecnologia. O S&P 500 e o Nasdaq encerraram o dia anterior em alta, impulsionados por resultados sólidos de empresas ligadas à inteligência artificial, como Amazon e Nvidia.

    A Amazon fechou em recorde histórico após anunciar uma parceria estratégica com a OpenAI, enquanto a Nvidia avançou cerca de 2% ao obter licenças de exportação para enviar chips aos Emirados Árabes Unidos. Esses movimentos reforçam o otimismo do mercado em relação ao avanço da IA e seus impactos sobre o setor de nuvem.

    Entretanto, nesta terça-feira, a tendência é de correção. Os futuros de Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuam 0,71%, 0,99% e 1,28%, respectivamente, em um movimento natural de ajuste após fortes altas.

    O destaque do dia fica com as divulgações de resultados de AMD, Uber, Spotify e SuperMicro, que podem dar novos rumos ao humor dos investidores.


    Mercado brasileiro: foco em Haddad e nos balanços corporativos

    No Brasil, a abertura dos mercados é marcada por expectativa. Investidores acompanham o discurso de Fernando Haddad, que participa da cerimônia de abertura do Bloomberg Green Summit, às 9h. O ministro afirmou, na véspera, que o país pretende captar US$ 10 bilhões até o final de 2025 para o Fundo Tropical das Florestas, uma iniciativa voltada à preservação ambiental durante a presidência brasileira da COP30.

    Além do cenário político, a agenda corporativa está carregada. A Embraer (EMBR3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 289,4 milhões no terceiro trimestre, uma queda expressiva em relação aos R$ 1,23 bilhão registrados no mesmo período do ano anterior. Ainda assim, o desempenho veio dentro das expectativas, reforçando a resiliência da companhia no segmento aeronáutico.

    Após o fechamento do pregão, o mercado espera balanços de empresas como C&A, CSN, CSN Mineração, GPA, Iguatemi, RaiaDrogasil, Prio e Itaú Unibanco, que podem movimentar o Ibovespa nas próximas sessões.


    Desempenho da Bolsa: novo recorde histórico e volume expressivo

    O Ibovespa encerrou o pregão anterior em alta de 0,61%, aos 150.454 pontos, registrando mais um recorde histórico. A máxima intradiária chegou a 150.761 pontos, refletindo o otimismo dos investidores com a temporada de resultados e o fluxo positivo de capital estrangeiro.

    O volume financeiro negociado somou R$ 21,5 bilhões, indicando forte liquidez e apetite do mercado. No acumulado de novembro, o índice sobe 0,61%, e no ano, já acumula alta de 25,08% — um desempenho notável que reforça a confiança na recuperação da economia brasileira e na estabilidade dos ativos locais.


    Dólar e juros: comportamento misto e cautela no câmbio

    O dólar comercial fechou a segunda-feira (3) em queda de 0,42%, cotado a R$ 5,357, na contramão do movimento internacional da moeda norte-americana. No exterior, o índice DXY avançou 0,08%, para 99,88 pontos, impulsionado pela busca global por segurança diante da volatilidade dos mercados.

    O movimento de queda do dólar no Brasil reflete o aumento da confiança dos investidores estrangeiros e a percepção de estabilidade fiscal, mesmo diante dos desafios de curto prazo.

    No mercado de juros futuros, os DIs encerraram o dia com altas moderadas em toda a curva. O contrato DI1F26 subiu para 14,895%, enquanto o DI1F27 atingiu 13,875%. O alongamento das taxas indica uma leve reprecificação das expectativas em relação à política monetária e à trajetória da Selic para 2026.


    Maiores altas e baixas do pregão anterior

    O pregão da segunda-feira também foi marcado por forte oscilação nas ações individuais. Entre as maiores altas do dia, destacaram-se:

    • Minerva (BEEF3): +2,79%, cotada a R$ 7,38

    • Bradespar (BRAP4): +2,70%, a R$ 19,04

    • CPFL Energia (CPFE3): +2,64%, a R$ 42,70

    • Eneva (ENEV3): +2,62%, a R$ 18,79

    • Equatorial (EQTL3): +2,59%, a R$ 37,60

    Entre as maiores quedas, figuraram:

    • Marcopolo (POMO4): -8,11%, a R$ 7,25

    • Pão de Açúcar (PCAR3): -5,05%, a R$ 3,57

    • São Martinho (SMTO3): -3,06%, a R$ 13,61

    • Hapvida (HAPV3): -2,81%, a R$ 30,40

    • Yduqs (YDUQ3): -2,46%, a R$ 13,86

    As ações mais negociadas foram Petrobras (PETR4), com 54.974 negócios e alta de 1,18%, seguidas por Marcopolo (POMO4), Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e B3 (B3SA3).


    Ibovespa Hoje: fatores que devem influenciar o pregão

    O desempenho do Ibovespa hoje deve ser influenciado por três fatores principais:

    1. Balanços corporativos — Resultados de grandes companhias podem gerar ajustes nas carteiras institucionais.

    2. Discurso de HaddadExpectativas sobre política fiscal e sustentabilidade têm potencial de mexer com os juros e o câmbio.

    3. Cenário internacional — A correção nos mercados de tecnologia nos EUA pode refletir no apetite global por risco.

    Além disso, os investidores seguem atentos à agenda de indicadores econômicos, especialmente os dados do mercado de trabalho norte-americano e as perspectivas para as taxas de juros do Federal Reserve (Fed), que permanecem como principal referência para o comportamento global de capital.


    Perspectivas para o restante da semana

    Para os próximos dias, o mercado deve manter o foco em balanços e em dados de inflação, tanto no Brasil quanto no exterior. O IBOV pode consolidar os ganhos recentes caso o fluxo estrangeiro continue positivo e as declarações do governo mantenham o tom de responsabilidade fiscal.

    Já o dólar tende a seguir volátil, refletindo o comportamento do mercado internacional e as oscilações dos Treasuries norte-americanos.

    Os juros futuros, por sua vez, devem responder à percepção de risco fiscal e às falas do Banco Central, especialmente no que diz respeito à política monetária e à trajetória de corte da Selic.


    Equilíbrio entre otimismo e cautela

    O Ibovespa hoje inicia o pregão com espaço para ajustes, mas sustentado por fundamentos sólidos e pela entrada de capital estrangeiro. O cenário de curto prazo exige cautela, mas o de médio e longo prazos segue favorável ao mercado acionário brasileiro, especialmente em um contexto de estabilização fiscal e crescimento econômico gradual.

    O investidor que busca aproveitar as oportunidades da Bolsa deve focar em diversificação de carteira e em setores com bom potencial de valorização, como energia, infraestrutura e tecnologia.



    Ibovespa hoje: Bolsa renova máxima histórica e investidores acompanham dólar e juros nesta terça-feira

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia