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  • Ibovespa reage ao fim do shutdown e a novos dados econômicos


    Ibovespa reage ao fim do shutdown nos EUA e a novos indicadores: volatilidade marca os pregões

    O desempenho do Ibovespa voltou ao centro das atenções nesta quinta-feira (13/11), marcado por um cenário de maior volatilidade que reflete a reabertura do governo dos Estados Unidos, a divulgação de novos dados econômicos no Brasil e a influência direta da temporada de balanços corporativos. A combinação desses elementos forma o pano de fundo que orienta as operações no principal índice acionário do país, em um ambiente que também absorve movimentos das bolsas globais e mudanças no apetite internacional por risco.

    A sessão ocorre em uma semana de relevância estratégica para investidores, com dados que moldam percepções sobre juros, inflação, atividade econômica e expectativas para 2026 — no Brasil e no exterior. As sinalizações vindas da política monetária norte-americana, somadas aos ajustes técnicos observados após quedas recentes no mercado global, criam um ambiente de cautela redobrada.

    Empresas de peso como Localiza, Nubank, JBS, Cemig, CPFL Energia, IRB Brasil, Cyrela, Grupo Mateus e LWSA ampliam o nível de atenção, já que seus balanços possuem potencial de alterar o rumo do índice ao longo do pregão. As divulgações chegam em um momento decisivo para a formação de expectativas sobre o resultado corporativo agregado do terceiro trimestre.

    A seguir, uma análise detalhada dos fatores que determinam o comportamento do Ibovespa, com foco nos elementos que explicam os movimentos desta quinta-feira e suas possíveis repercussões nas próximas semanas.


    Cenário internacional: fim do shutdown reacende o apetite global por risco

    O encerramento do shutdown nos Estados Unidos, que se estendeu por 43 dias, diminui a incerteza global e melhora a leitura de risco. A paralisação prolongada havia comprometido o funcionamento de agências públicas norte-americanas, atrasado a divulgação de indicadores essenciais e causado distorções na capacidade de análise do Federal Reserve.

    Com a aprovação do novo projeto orçamentário e o pleno restabelecimento das atividades, o calendário econômico volta a operar normalmente. Esse desbloqueio permite que investidores reacendam a busca por ativos de maior retorno, abrindo espaço para fluxos direcionados a mercados emergentes — movimento que favorece o Ibovespa.

    A estabilidade nos Estados Unidos reflete ainda nas bolsas asiáticas, que encerraram o dia com ganhos em praças como Tóquio, Hong Kong, Seul e Xangai. O avanço sincronizado demonstra maior confiança internacional e contribui para um ambiente externo benigno. A recuperação dos indicadores asiáticos também reforça o desempenho de commodities, beneficiando empresas brasileiras sensíveis ao mercado global.

    A expectativa de cortes nos juros dos EUA ao longo de 2026 permanece como elemento relevante. Caso confirmada, a perspectiva pode reduzir a atratividade dos títulos americanos, fortalecendo moedas de países emergentes e aumentando o fluxo para ações negociadas na B3.


    China e zona do euro ajudam a reduzir estresse global e favorecem o Ibovespa

    Além dos Estados Unidos, novos dados divulgados pela China reforçam sinais de retomada gradual da atividade econômica. A leitura positiva de indicadores industriais e de consumo contribui para elevar o preço do minério de ferro, refletindo diretamente nas ações da Vale, uma das companhias de maior peso no Ibovespa.

    A zona do euro também colaborou para um ambiente mais calmo, com dados industriais em linha com o esperado. A ausência de surpresas negativas reduz o risco de movimentos abruptos e permite que investidores operem com maior previsibilidade.

    Esse conjunto de fatores — estabilidade nos EUA, recuperação chinesa e alinhamento europeu — cria uma atmosfera favorável para mercados que dependem de fluxo estrangeiro, como o brasileiro. O aumento da busca por risco tende a fortalecer o volume negociado e impulsionar setores ligados a commodities e varejo.


    Ambiente doméstico: indicadores de varejo e indústria definem o tom do mercado

    No Brasil, dois indicadores chamam a atenção dos investidores pela relevância para o crescimento econômico: vendas no varejo e produção industrial. O comportamento desses dados influencia diretamente companhias listadas no Ibovespa, principalmente aquelas com forte exposição ao consumo.

    Empresas como Grupo Mateus (GMAT3), LWSA (LWSA3), Cyrela (CYRE3) e setores varejistas aguardam com atenção a leitura desses números, que ajudam a medir o ritmo da demanda interna no último trimestre do ano. A resposta do mercado a esses dados impacta tanto a composição do índice quanto a estratégia de setores dependentes do crédito e da confiança do consumidor.

    Já a produção industrial afeta empresas como JBS (JBSS32), Cemig (CMIG4) e companhias de energia, além de servir como termômetro do potencial produtivo da economia. Com a Selic em trajetória de cautela e o Banco Central atento ao cenário fiscal, qualquer oscilação pode provocar movimentos de correção no índice.

    O Ibovespa acompanha essa dinâmica em tempo real, com investidores calibrando volatilidade e projeções à medida que novos números são incorporados.


    Abertura dos mercados: petróleo recua, dólar oscila e NY opera em baixa

    O início do dia trouxe um conjunto de indicadores globais que também exercem influência direta sobre o Ibovespa.

    Petróleo Brent: queda de 0,29%
    Petróleo WTI: retração de 0,32%

    A queda do petróleo pressiona as ações da Petrobras, que possuem forte peso no índice. Como o mercado precifica os movimentos da commodity em escala global, qualquer variação tende a impactar de forma imediata a petroleira — e por consequência o desempenho do índice.

    Os futuros de Nova York também contribuem para o clima de maior cautela:
    S&P 500: -0,18%
    Nasdaq: -0,26%

    Enquanto isso, o ETF brasileiro listado nos Estados Unidos registra leve alta, assim como o ADR da Vale, reforçando a leitura de recuperação parcial e expectativas mais favoráveis.


    Criptomoedas adicionam volatilidade ao sentimento global

    Bitcoin opera em queda de 1,4%, enquanto Ethereum avança 0,5%. Mesmo não compondo diretamente o Ibovespa, esses ativos funcionam como indicadores do apetite global por risco. Oscilações fortes em criptomoedas costumam ser refletidas no mercado tradicional, especialmente em períodos de incerteza.

    A correlação entre cripto e bolsas ainda é limitada, mas suficiente para influenciar parte do investidor estrangeiro.


    Temporada de balanços movimenta o Ibovespa e define o humor do mercado

    A divulgação dos resultados corporativos do terceiro trimestre é um dos principais elementos que determinam o comportamento do índice no curto prazo.

    Localiza (RENT3)
    O desempenho da gigante de mobilidade oferece sinais importantes sobre consumo, crédito e demanda por transporte.

    Nubank (ROXO34)
    Por ser um dos maiores bancos digitais do mundo, seus números influenciam o mercado de tecnologia e serviços financeiros.

    JBS (JBSS32)
    A empresa é afetada por variações cambiais e pela demanda global por proteína animal, fatores sensíveis para o humor dos investidores.

    Cemig (CMIG4) e CPFL Energia (CPFE3)
    Ambas são referências no setor de energia e têm papel relevante na leitura do ambiente regulatório e estrutural do país.

    IRB Brasil (IRBR3)
    O ressegurador permanece sob monitoramento devido à volatilidade operacional e ao histórico de oscilação intensa.

    Cyrela (CYRE3)
    A companhia imobiliária responde a sinais de crédito, demanda e política monetária.

    Grupo Mateus (GMAT3) e LWSA (LWSA3)
    Atuam como termômetros do consumo e da capacidade de expansão dos serviços digitais.

    Todos esses resultados contam para a formação do índice e definem o rumo do pregão.


    Perspectivas: Ibovespa pode ganhar força?

    A combinação de estabilidade externa, indicadores positivos na China, redução de riscos na zona do euro e avanço da temporada de balanços estabelece as bases para um desempenho favorável do Ibovespa. Entre os fatores positivos:

    Entretanto, alguns pontos de atenção seguem pesando:

    O conjunto dessas forças cria um horizonte de oportunidades, mas permeado por riscos que exigem monitoramento constante.


    Ibovespa entre riscos, ajustes e oportunidades

    A trajetória do Ibovespa nos próximos dias será determinada pela convergência entre fatores internos e externos. Com novas divulgações de dados e balanços programados, o mercado permanece atento à capacidade do índice de manter uma trajetória positiva diante da volatilidade global.

    Para investidores, o momento exige análises criteriosas e leitura aprofundada das condições macroeconômicas. O índice segue como o principal termômetro do humor financeiro do país, refletindo a cada sessão o equilíbrio entre risco e oportunidade.

    Ibovespa reage ao fim do shutdown e a novos dados econômicos

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Dólar hoje cai a R$ 5,3173 com Focus estável e avanço para encerrar shutdown nos EUA


    Dólar inicia a semana em queda com mercado atento ao Focus, COP30 e ao fim do shutdown nos EUA

    O dólar hoje abriu a segunda-feira (10) em terreno negativo, refletindo um início de semana marcado por eventos domésticos e internacionais que orientam o apetite ao risco. Às 9h05, a moeda americana cedia 0,35%, a R$ 5,3173, enquanto os investidores aguardavam a abertura do pregão da B3, às 10h, e acompanhavam de perto a divulgação do Boletim Focus, a agenda da COP30 em Belém (PA) e os sinais de avanço político em Washington para encerrar o shutdown do governo dos Estados Unidos, já no seu 41º dia.

    A leitura combinada desses vetores ajuda a explicar a fraqueza do dólar hoje frente ao real e a expectativa de continuidade do fluxo para ativos de risco. No Brasil, a comunicação do Copom na semana passada — ao manter a Selic em 15% ao ano — vem ancorando as projeções de juros no Focus, enquanto, no exterior, a possibilidade de um acordo no Senado norte-americano para financiar o governo até 30 de janeiro de 2026 reduz parte dos prêmios de risco e sustenta bolsas e moedas emergentes.


    O que move o dólar hoje

    O comportamento do dólar hoje resulta de três frentes:

    1. Brasil — A manutenção das projeções do Focus consolidou o cenário de juros elevados por período prolongado (Selic estimada em 15% no fim de 2025), com desinflação gradual: IPCA em 4,55% (2025), 4,2% (2026), 3,8% (2027) e 3,5% (2028). O crescimento do PIB permanece em 2,16% (2025) e 1,78% (2026). O dólar hoje também responde à percepção de que o arcabouço fiscal e a agenda de reformas seguirão em pauta, com impacto direto na curva de juros e no câmbio.

    2. EUA — O shutdown atingiu o 41º dia, mas o Senado sinalizou avanço ao aprovar a tramitação de um projeto de financiamento parcial do governo, levando otimismo moderado aos mercados. Um desfecho positivo tende a reduzir volatilidade, derrubar prêmios nos Treasuries e aliviar pressões sobre o dólar hoje globalmente.

    3. Clima e transição energética — A COP30 abre espaço para anúncios e compromissos de economia verde, com potencial para atrair capital de longo prazo ao país. A percepção de fluxo futuro em infraestrutura sustentável, bioeconomia e créditos de carbono reforça o interesse por ativos brasileiros, favorecendo a dinâmica do dólar hoje.


    Ibovespa forte e câmbio em ajuste

    A sexta-feira anterior havia sido de euforia: o Ibovespa superou 154 mil pontos, impulsionado por expectativas de cortes de juros à frente — no Brasil e nos EUA — e pela queda do câmbio. Esse pano de fundo estendeu-se ao dólar hoje, que abre a semana mais fraco, num movimento de correção técnica após o rali do índice e as altas consecutivas recentes.

    Mesmo assim, a volatilidade deve seguir elevada. O dólar hoje absorve os desdobramentos de Washington e a leitura de que indicadores de atividade e inflação norte-americanos, represados pela paralisação, podem trazer ajustes de curto prazo ao preço da moeda. No Brasil, a ata do Copom e eventuais sinalizações de membros do BC sobre o balanço de riscos serão monitoradas.


    Focus: projeções estáveis sustentam o real

    A estabilidade do Focus oferece previsibilidade: Selic em 15% no fim de 2025, 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 10% em 2028. Para o IPCA, 4,55% em 2025, com trajetória de queda até 3,5% em 2028. O dólar hoje também reflete projeções de câmbio a R$ 5,41 (2025) e R$ 5,50 (2026), sinal de que a mediana do mercado não vislumbra, por ora, rompimentos estruturais, mas admite oscilações ao sabor da política fiscal e do ambiente externo.

    Do lado real da economia, os últimos dados mostram PIB em alta de 0,4% no 2º trimestre, com tração de serviços e indústria, e resultado anual de 3,4% em 2024. Esses números, combinados a termos de troca ainda favoráveis e superávits setoriais relevantes (agro e extrativas), ajudam a conter pressões sobre o dólar hoje.


    Shutdown: por que importa para o câmbio

    A perspectiva de acordo no Congresso americano para reabrir o governo e financiar agências até 30 de janeiro de 2026 traz alívio imediato. Em termos práticos, o fim do shutdown libera a atualização de dados econômicos (CPI, PPI, payroll), restabelece pagamentos federais, reduz incerteza regulatória e, sobretudo, sinaliza governabilidade mínima. Em um quadro de menor estresse, a demanda por hedge em dólar tende a ceder, favorecendo moedas emergentes — inclusive o dólar hoje contra o real.

    Ainda assim, o mercado monitora contrapartidas e concessões políticas, além do cronograma de votação na Câmara e posterior sanção presidencial. Qualquer revés pode reavivar a busca por segurança, fortalecer o índice DXY e pressionar o dólar hoje no Brasil.


    COP30: capital verde e câmbio

    A COP30, em Belém, recoloca o Brasil no centro da agenda climática global. O potencial de captação de investimentos para projetos de energia limpa, florestas em pé, biocombustíveis e economia de baixo carbono é expressivo. A percepção de que haverá pipeline de projetos, marcos regulatórios mais claros e instrumentos financeiros (como green bonds e transition bonds) tende a sustentar o apetite por risco local — vetor adicional de fortalecimento do real frente ao dólar hoje no médio prazo.


    Quadro técnico do dólar hoje: drivers de curto prazo

    • Fluxo: entrada para renda variável e dívida corporativa pode intensificar a pressão baixista sobre o dólar hoje, especialmente se houver notícias positivas em Washington.

    • Juros: Selic alta mantém o diferencial com pares emergentes, servindo de anteparo à moeda brasileira contra choques externos.

    • Commodities: oscilações recentes — minério em queda na China e WTI em alta — geram sinais mistos. A balança de commodities segue relevante para o dólar hoje via termos de troca.

    • Agenda: falas de dirigentes do Fed ao longo da semana e a normalização de estatísticas americanas, após o fim do shutdown, podem reprecificar expectativas de juros nos EUA — com reflexos no dólar hoje.


    Perguntas frequentes do investidor sobre o dólar hoje

    1) O dólar hoje pode voltar a R$ 5,40 no curto prazo?
    Sim. A faixa entre R$ 5,30 e R$ 5,40 é sensível a notícias de política e de dados nos EUA. Qualquer surpresa hawkish do Fed ou ruído no acordo do shutdown pode empurrar o dólar hoje de volta à parte superior desse intervalo.

    2) Copom parado e Focus estável bastam para sustentar o real?
    A ancoragem ajuda, mas não garante tendência. O dólar hoje continuará dependente do quadro externo e da confiança fiscal doméstica. A previsibilidade do Focus é um colchão, não um passaporte para apreciação unilateral.

    3) COP30 afeta o dólar hoje de imediato?
    Indiretamente. Sinais de compromissos críveis e instrumentos financeiros desenhados para atrair capital podem reforçar o fluxo adiante. O efeito no dólar hoje tende a ser gradual, via expectativa de investimento.

    4) Vale dolarizar parte da carteira com o dólar hoje abaixo de R$ 5,35?
    A decisão é de perfil de risco. Para proteção, alocações táticas entre 10% e 20% em ativos atrelados ao dólar podem fazer sentido. O nível do dólar hoje é apenas um dos insumos; horizonte e objetivos importam mais.


    Estratégias táticas para a semana

    1. Exportadores: janela favorável para hedge incremental se o dólar hoje permanecer na casa de R$ 5,30 — especialmente com volatilidade externa ainda elevada.

    2. Importadores: oportunidade para alongar prazos de compras à vista e travar parte da exposição, aproveitando o recuo do dólar hoje.

    3. Investidor pessoa física: diversificação com ETFs globais e multimercados cambiais pode suavizar oscilações. Evite decisões binárias baseadas apenas no patamar do dólar hoje.

    4. Renda fixa: com Selic em 15% e expectativa de queda só a partir de 2026, ativos pós-fixados seguem atrativos. A compressão de prêmio nos IPCA+ longos pode ser pontual; atenção ao dólar hoje como sinalizador de prêmio de risco.


    Riscos no radar

    • Política americana: reviravoltas no shutdown podem fortalecer o Dólar Index e repercutir no dólar hoje.

    • Ativos de tecnologia: correções adicionais em Nova York tendem a reduzir o apetite global ao risco.

    • Commodities: nova rodada de fraqueza do minério na China reabre dúvidas sobre crescimento.

    • Fiscal doméstico: ruídos sobre arrecadação e gastos afetam a curva de juros e, por consequência, o dólar hoje.


    Linha do tempo do dia: o que pode mexer no dólar hoje

    • Manhã: reação imediata ao Focus e aos sinais de Washington; abertura da B3 define o tom dos fluxos.

    • Tarde: eventual comunicação de autoridades, dados setoriais e headlines de COP30/negociações nos EUA.

    • Fechamento: ajustes técnicos e rolagens de posições, com impacto de curto prazo no dólar hoje.

    O dólar hoje inicia a semana em queda, refletindo a combinação de Focus estável, expectativa de fim do shutdown e agenda COP30 pró-investimento. A dinâmica permanece dependente do noticiário americano e da temperatura dos mercados globais. Enquanto a Selic elevada sustenta o carrego, a melhora marginal no ambiente externo oferece tração para o real — cenário que mantém o dólar hoje orbitando a casa dos R$ 5,30, com banda de oscilação sensível ao fluxo e às manchetes.

    Dólar hoje cai a R$ 5,3173 com Focus estável e avanço para encerrar shutdown nos EUA

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Bolsas sobem com expectativa de fim do shutdown nos EUA e retomada da confiança global


    Mercados iniciam a semana em alta com expectativas de acordo bipartidário no Congresso norte-americano

    As bolsas globais iniciam a semana em tom positivo nesta segunda-feira (10), impulsionadas pela expectativa de que o Congresso norte-americano esteja próximo de encerrar o shutdown nos EUA, que já se arrasta por semanas. O Senado deu um passo importante ao aprovar uma medida processual que pode destravar o impasse e permitir a reabertura do governo, trazendo otimismo aos mercados internacionais.

    O acordo bipartidário conta com o apoio de parte dos democratas e republicanos e ainda precisa ser votado definitivamente no Senado e na Câmara dos Representantes antes de seguir para a sanção do presidente Donald Trump. Caso aprovado, encerrará a paralisação mais longa da história recente dos Estados Unidos.

    Fim do impasse traz alívio aos investidores

    O possível desfecho positivo do shutdown nos EUA é visto como um ponto de inflexão pelos investidores, que voltariam a ter acesso a dados econômicos oficiais — especialmente sobre emprego, inflação e produção industrial — fundamentais para calibrar as expectativas em torno dos próximos passos do Federal Reserve (Fed) na política monetária.

    Durante o período de paralisação, os mercados enfrentaram escassez de informações econômicas confiáveis, o que dificultou a leitura sobre a saúde da economia americana. Com a reabertura do governo, o retorno das publicações oficiais deve restabelecer a previsibilidade necessária para os investidores.

    Mesmo com o otimismo renovado, os analistas mantêm certa cautela após a forte correção nas ações de tecnologia na semana passada, que reacendeu preocupações sobre as altas avaliações das empresas do setor.

    Sessão asiática fecha em alta

    As principais bolsas da Ásia encerraram a segunda-feira em terreno positivo, revertendo parte das perdas recentes. O desempenho foi puxado por ações de tecnologia e empresas ligadas à inteligência artificial, que vinham de uma semana de forte correção.

    • Shanghai SE (China): +0,53%
    • Nikkei (Japão): +1,26%
    • Hang Seng Index (Hong Kong): +1,55%
    • Nifty 50 (Índia): +0,43%
    • ASX 200 (Austrália): +0,75%

    O movimento foi impulsionado por expectativas de que o acordo nos Estados Unidos possa melhorar o sentimento global e reduzir o risco sistêmico associado ao prolongamento da paralisação do governo norte-americano.

    Europa acompanha otimismo

    Na Europa, os índices abriram em alta, refletindo o alívio dos investidores com as notícias vindas de Washington. A perspectiva de um pacote de financiamento que coloque fim à paralisação nos EUA impulsionou os principais mercados do continente.

    • STOXX 600: +1,00%
    • DAX (Alemanha): +1,39%
    • FTSE 100 (Reino Unido): +0,50%
    • CAC 40 (França): +0,97%
    • FTSE MIB (Itália): +1,29%

    A expectativa é que o avanço do acordo bipartidário contribua para um cenário global mais estável, beneficiando principalmente as bolsas europeias e os ativos de maior risco.

    Índices futuros dos EUA sobem

    Os índices futuros de Nova York também operam em alta na manhã desta segunda-feira, com os investidores reagindo ao avanço das negociações no Congresso.

    • Dow Jones Futuro: +0,22%
    • S&P 500 Futuro: +0,75%
    • Nasdaq Futuro: +1,29%

    A melhora do sentimento vem após uma semana de forte volatilidade, especialmente no setor de tecnologia. Analistas avaliam que o fim do shutdown nos EUA ajudaria a restaurar a confiança dos investidores e a reduzir as incertezas sobre o ritmo dos cortes de juros pelo Fed.

    Efeito sobre política monetária americana

    A paralisação do governo interrompeu a divulgação de relatórios fundamentais, como o payroll (relatório de emprego) e o índice de preços ao consumidor, usados pelo Federal Reserve para calibrar as decisões de política monetária. O atraso desses dados gerou divergências entre analistas e dirigentes do Fed sobre a trajetória da inflação e o momento adequado para um novo corte de juros.

    Enquanto indicadores privados apontaram para uma desaceleração na criação de vagas, declarações de dirigentes do banco central americano reforçaram a necessidade de prudência antes de qualquer movimento adicional na taxa básica de juros.

    Com o possível fim do shutdown nos EUA, o retorno das estatísticas oficiais deve permitir uma leitura mais clara sobre a força da economia e reduzir a volatilidade nos mercados de renda variável e renda fixa.

    Ibovespa renova recorde histórico

    Na última sexta-feira (7), o Ibovespa encerrou o pregão com alta de 0,47%, atingindo 154.063 pontos — o décimo recorde consecutivo e a maior sequência de ganhos desde 1994. O desempenho foi sustentado pelos resultados corporativos e pela valorização das commodities.

    O destaque ficou por conta da Petrobras (PETR3; PETR4), que reportou lucro líquido de US$ 6,03 bilhões no terceiro trimestre, um crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A estatal anunciou ainda o pagamento de R$ 12,16 bilhões em dividendos, impulsionando as ações ordinárias (PETR3) em 4,83% e as preferenciais (PETR4) em 3,77%.

    O preço do petróleo também contribuiu para o avanço, com o Brent subindo 0,55% e o WTI avançando 0,72%, refletindo o otimismo global com a possível normalização do cenário político nos Estados Unidos.

    Agenda econômica desta segunda-feira

    A agenda do dia concentra indicadores e eventos relevantes para o mercado financeiro brasileiro e internacional:

    Indicadores

    • 08h00 – FGV: Prévia do IPC-S
    • 08h25 – BC: Boletim Focus
    • 15h00 – Secex: Balança comercial semanal

    Eventos

    • Abertura oficial da COP30 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
    • Participação de Galípolo e Picchetti nas reuniões bimestrais do BIS, em Basileia
    • Cúpula Celac-EU na Colômbia
    • 10h00 – Banco Central: coletiva sobre regulamentação de negociação com ativos virtuais

    Balanços após o fechamento
    Empresas: Azzas, Braskem, Even, Itaúsa, MBRF, Movida, Natura, Sabesp e São Martinho.

    Perspectivas para os próximos dias

    Com o avanço das negociações no Congresso americano e a expectativa de fim do shutdown nos EUA, o cenário tende a se estabilizar nos mercados internacionais. No entanto, os analistas alertam que a volatilidade deve persistir no curto prazo, especialmente diante da ausência de confirmação de um cronograma para a votação final do projeto de lei.

    O comportamento do dólar e dos rendimentos dos Treasuries será determinante para o ritmo dos mercados emergentes, incluindo o Brasil. Caso o acordo seja confirmado e os dados econômicos americanos voltem a ser publicados, o foco dos investidores retornará para o debate sobre o ritmo dos cortes de juros pelo Fed até o final do ano.



    Bolsas sobem com expectativa de fim do shutdown nos EUA e retomada da confiança global

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia