Diretor do FBI teria problemas com bebida. "É tudo falso", defende Patel

O diretor do FBI, Kash Patel, teria, supostamente, um problema com bebida, ficando inebriado ao lado dos seus funcionários de forma frequente e até desaparecendo (ou obrigando a que reuniões sejam adiadas). Vários altos responsáveis admitem estar preocupados no caso de um ataque terrorista aos Estados Unidos.

O diretor do FBI (Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos), Kash Patel, supostamente enfrenta problemas com o consumo de álcool. De acordo com uma reportagem da revista The Atlantic, Patel já teria protagonizado diversos episódios em que simplesmente desapareceu por estar embriagado.

As fontes que indicam que o diretor do FBI pode estar em situação delicada dentro da administração Trump continuam a aumentar, com algumas afirmando que ele pode ser o próximo na lista de demissões do presidente norte-americano.

O problema não estaria apenas ligado à sua conduta profissional, mas também a episódios de embriaguez e ausências prolongadas sem explicação. Segundo a The Atlantic, que cita altos funcionários do FBI, o consumo de álcool por parte de Patel já é motivo de preocupação há algum tempo dentro do governo. Em várias ocasiões, ele teria bebido até um nível evidente de intoxicação em bares privados em Washington, D.C., inclusive na presença de funcionários da Casa Branca e outros membros da administração.

Além disso, ele também seria frequentador assíduo de um estabelecimento em Las Vegas, onde passaria grande parte dos fins de semana. Seis altos funcionários relataram que, no início de seu mandato, diversas reuniões precisaram ser remarcadas para mais tarde, pois Patel supostamente não conseguia comparecer pela manhã devido a ressaca.

A situação teria chegado a um ponto em que a equipe de segurança de Patel solicitou equipamento de arrombamento — normalmente usado por unidades da SWAT em situações com reféns. Em um episódio ocorrido no ano passado, ele estaria tão embriagado que não conseguiu chegar até a porta de seu quarto para destrancá-la. Já em 2025, teriam ocorrido vários casos em que sua equipe de segurança não conseguiu acordá-lo, aparentemente devido ao consumo de álcool.

Questionadas pela The Atlantic, diversas fontes afirmaram estar preocupadas com o cenário, especialmente diante da possibilidade de um ataque terrorista aos Estados Unidos — algo que, no atual contexto de tensões com o Irã, não parece impossível.

“É isso que me tira o sono à noite”, confessou um alto funcionário ao veículo.

Em resposta à reportagem, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, defendeu o trabalho de Patel, afirmando que “o crime em todo o país caiu para o nível mais baixo em mais de 100 anos, com muitos criminosos notórios sendo presos. O diretor Patel continua desempenhando um papel fundamental na equipe de lei e ordem da administração”. Já o procurador-geral Todd Blanche (que substitui Pam Bondi após sua saída) declarou que “Patel alcançou mais em 14 meses do que a administração anterior em quatro anos” e acrescentou: “Artigos difamatórios baseados em fontes anônimas não são jornalismo”.

O próprio FBI também enviou uma resposta à The Atlantic, assinada por Kash Patel: “Publiquem isso. É tudo falso. Vejo vocês no tribunal — tragam seus talões de cheque”. A nota foi enviada antes mesmo da publicação da matéria.

No dia seguinte à divulgação da reportagem, no sábado, 18 de abril, Patel voltou a se manifestar por meio de uma publicação na rede social X.

“Uma nota para as fake news: a única vez que vou realmente me preocupar com as mentiras difamatórias que escrevem sobre mim será quando elas pararem. Continuem falando — isso significa que estou fazendo exatamente o que devo fazer. E, por mais bobagens que escrevam, nunca vão impedir este FBI de tornar a América segura novamente e de derrubar os criminosos de quem vocês tanto gostam”, escreveu o diretor do FBI.

Segundo notícia anteriormente publicada também pelo The Atlantic, Kash Patel poderá ser um dos próximos a ser despedido por Donald Trump, após Kristi Noem (ex-secretária da Segurança Interna) e Pam Bondi (antiga procuradora-geral).

Fonte: Gazeta Mercantil

Gazeta Mercantil