Categoria: Economia

  • Black Friday 2025 deve bater recorde de vendas com liderança dos setores automotivo, moda e beleza


    Black Friday 2025 deve bater recorde de R$ 13,34 bilhões com liderança dos setores automotivo, moda masculina e beleza

    A Black Friday 2025 promete ser a mais lucrativa da história do e-commerce brasileiro. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o faturamento do evento deve atingir R$ 13,34 bilhões, um crescimento expressivo de 43% em relação ao ano anterior. O estudo mostra que o aumento nas vendas está diretamente ligado à personalização das ofertas, à conveniência do varejo digital e ao fortalecimento do comportamento de consumo omnichannel.

    Além disso, uma pesquisa exclusiva da Navegg, empresa de inteligência de dados do Grupo Dentsu, revelou os setores que lideram as buscas e concentram o maior interesse dos consumidores em 2025. O destaque vai para o setor automotivo, seguido por moda masculina, gastronomia, entretenimento gamer, tecnologia e beleza.

    Com base nesses indicadores, o varejo brasileiro se prepara para um recorde de vendas e uma mudança significativa no perfil do consumidor digital.


    Setor automotivo lidera as buscas na Black Friday 2025

    Entre todos os segmentos, o setor automotivo foi o que mais cresceu nas intenções de compra da Black Friday 2025, registrando alta de 66,7% nas buscas por carros novos e seminovos. Esse aumento reflete o sucesso das campanhas de desconto e bônus na troca de usados, além da ampliação de linhas de financiamento acessíveis e condições especiais para veículos elétricos e híbridos.

    As montadoras e concessionárias apostam em estratégias digitais agressivas, integrando test drives virtuais, live commerce automotivo e ofertas personalizadas para cada perfil de cliente. A digitalização do setor e o uso de inteligência artificial na recomendação de ofertas são tendências que devem consolidar o segmento como protagonista da Black Friday 2025.


    Moda masculina cresce quase 100% nas buscas e se consolida como fenômeno de consumo

    O segundo setor que mais se destacou no levantamento da Navegg foi o de moda masculina, que apresentou aumento de 96,2% nas buscas. Esse movimento é impulsionado pela proximidade das festas de fim de ano, pelo crescimento do consumo de moda online e pela popularização de influenciadores digitais que ditam tendências em tempo real.

    Camisas sociais, calçados casuais, relógios e roupas esportivas estão entre os itens mais procurados, com destaque para o aumento nas vendas via live shopping e marketplaces. O segmento também reflete a ascensão do consumidor masculino que busca conforto, estilo e praticidade, especialmente em categorias como athleisure e moda sustentável.

    O cenário demonstra que o público masculino está cada vez mais engajado nas campanhas da Black Friday 2025, movido por descontos reais, experiências de compra personalizadas e marcas que valorizam diversidade e autenticidade.


    Gastronomia, gamer e entretenimento seguem entre os mais procurados

    O segmento de gastronomia aparece na terceira posição do ranking, com um aumento de 26% nas vendas durante a Black Friday 2025. O crescimento é impulsionado por restaurantes, aplicativos de delivery e produtos gourmet, que têm explorado promoções combinadas, como “compre e ganhe”, kits temáticos e assinaturas mensais com descontos.

    Logo em seguida, o mercado gamer e de entretenimento registra expansão de 26% nas buscas, refletindo o avanço dos jogos digitais, consoles e acessórios. Plataformas de streaming, e-commerces de tecnologia e lojas especializadas em periféricos também reforçam promoções de edições limitadas, reforçando a sinergia entre tecnologia e lazer.

    Essa integração entre consumo digital e entretenimento mostra como a Black Friday 2025 se tornou um evento cultural além de econômico, consolidando-se como uma das principais datas do varejo mundial.


    Setor de tecnologia mantém protagonismo com alta nas buscas por smartphones

    O setor de tecnologia continua sendo um dos pilares da Black Friday 2025, com crescimento de 20,5% nas buscas por smartphones. O avanço é estimulado pelo aumento do live shopping, pela expansão das vendas diretas via redes sociais e pela renovação dos estoques após lançamentos recentes de grandes marcas de tecnologia.

    Além dos celulares, produtos como notebooks, smart TVs, relógios inteligentes e dispositivos de automação residencial estão entre os mais desejados. O consumidor busca conveniência e conectividade, priorizando marca, desempenho e custo-benefício.

    As promoções tecnológicas continuam a ser uma das principais portas de entrada para novos consumidores digitais, reforçando a confiança do público no e-commerce e estimulando o crescimento do ticket médio.


    Beleza e cosméticos naturais ganham destaque na Black Friday 2025

    Outro segmento em ascensão é o de beleza e autocuidado, com crescimento expressivo nas categorias de skincare, haircare e maquiagem. Segundo a Navegg, as buscas por cosméticos naturais aumentaram 70%, enquanto os produtos capilares tiveram elevação de 96%.

    A tendência é impulsionada pelo interesse do público em produtos sustentáveis, vegans e sem crueldade animal, alinhados ao novo perfil de consumidor consciente. As marcas de beleza, por sua vez, têm adotado estratégias de personalização e atendimento via inteligência artificial, oferecendo diagnósticos virtuais e recomendações específicas para cada tipo de pele e cabelo.

    Com isso, o setor de beleza se consolida como um dos mais rentáveis e resilientes dentro do comércio eletrônico brasileiro, transformando a Black Friday 2025 em um marco de consumo consciente e inovação digital.


    Comportamento do consumidor: personalização e conveniência como motores de compra

    Um dos pontos centrais da pesquisa da Navegg é a constatação de que personalização e conveniência são os dois fatores mais determinantes na decisão de compra durante a Black Friday 2025.

    Cerca de 80% dos brasileiros afirmam que pretendem usar o período de promoções para comprar produtos que já estavam no radar, aproveitando os melhores preços do ano. As campanhas que oferecem recomendações personalizadas, frete gratuito, cashback e entregas rápidas são as mais eficazes para converter intenções em vendas.

    O levantamento mostra que o Sudeste concentra o maior volume de buscas e transações, com São Paulo e Rio de Janeiro liderando as compras online. Já as regiões Sul e Nordeste aparecem como mercados emergentes estratégicos, impulsionados pela expansão da infraestrutura logística e pelo crescimento das plataformas digitais regionais.


    Tendências e previsões para o e-commerce em 2026

    Com o resultado projetado para 2025, especialistas acreditam que o e-commerce brasileiro deve superar a marca de R$ 180 bilhões em faturamento total em 2026. A consolidação da Black Friday como o principal evento comercial do país representa não apenas uma oportunidade de vendas, mas também um termômetro do comportamento digital do consumidor.

    As principais tendências para os próximos anos incluem:

    • Expansão do live commerce como canal de vendas predominante;

    • Crescimento da inteligência artificial generativa na personalização de ofertas;

    • Integração entre e-commerce, redes sociais e marketplaces;

    • Fortalecimento do consumo sustentável e consciente;

    • Experiências imersivas no metaverso e realidade aumentada.

    Com base nesses movimentos, o Brasil caminha para se tornar um dos mercados mais dinâmicos do varejo digital global, combinando tecnologia, inovação e consumo inclusivo.


    Black Friday 2025 marca a consolidação do novo consumidor digital

    Os dados revelados pela Navegg e pela ABComm confirmam que a Black Friday 2025 será um marco na história do comércio eletrônico brasileiro. O evento não apenas consolidará o poder de compra online da população, mas também redefinirá o perfil do consumidor digital, cada vez mais exigente, informado e conectado.

    Com crescimento recorde, setores em alta e uma nova lógica de consumo baseada em experiência, personalização e sustentabilidade, o varejo nacional entra em 2026 com o desafio de manter o ritmo e transformar a Black Friday em um símbolo de inovação e confiança.

    Black Friday 2025 deve bater recorde de vendas com liderança dos setores automotivo, moda e beleza

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • China retoma importação de carne de frango do Brasil e fortalece liderança do agronegócio


    China retoma importação de carne de frango do Brasil e impulsiona o agronegócio nacional

    A notícia de que a China retoma importação de carne de frango do Brasil nesta sexta-feira (7) marca um dos eventos mais relevantes do ano para o agronegócio brasileiro. A decisão, anunciada pela Administração Geral das Alfândegas da China, encerra uma suspensão imposta desde maio, quando o país asiático interrompeu as compras após a confirmação de um caso isolado de gripe aviária em uma granja de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

    A retomada das exportações foi celebrada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que classificou a medida como resultado direto da competência técnica e diplomática do Brasil. Com a reabertura, o mercado volta a se alinhar com a maior demanda mundial por proteína de origem animal, fortalecendo a presença brasileira como líder global na produção e exportação de carne de frango.


    Impacto econômico imediato

    A reabertura do mercado chinês representa um alívio expressivo para os produtores brasileiros. Em 2024, a China foi o principal destino da carne de frango nacional, tendo importado 562,2 mil toneladas do produto — o equivalente a 10,8% das exportações totais. Já de janeiro a maio de 2025, antes da suspensão, o volume embarcado somava 228,2 mil toneladas, gerando US$ 545,8 milhões em receita.

    Com o retorno das operações, o impacto positivo deve ser sentido ao longo das próximas semanas, tanto no câmbio do agronegócio quanto na balança comercial. O movimento favorece empresas exportadoras, amplia a geração de empregos e reforça a confiança dos importadores na sanidade do sistema brasileiro.


    Competência técnica e confiança internacional

    O episódio reforça a imagem do Brasil como referência mundial em biossegurança e rastreabilidade sanitária. Após o surto isolado em Montenegro (RS), o país implementou protocolos rígidos de desinfecção e controle, o que permitiu declarar-se data-end=”2195″>livre da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em 18 de junho.

    O reconhecimento internacional foi rápido: em setembro, a União Europeia também validou o status de país livre da doença, o que já havia impulsionado o retorno das exportações ao bloco europeu. Agora, com a China retomando as importações de carne de frango do Brasil, o ciclo de normalização global se completa, restabelecendo a confiança plena nos produtos brasileiros.


    Diplomacia agrícola e coordenação entre ministérios

    O sucesso nas negociações com Pequim foi resultado direto de uma ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Itamaraty e o Palácio do Planalto. Segundo a ABPA, as conversas envolveram ampla diplomacia técnica e sanitária, com foco em renegociar certificados sanitários bilaterais para evitar suspensões automáticas em eventuais futuras ocorrências.

    Essa estratégia diplomática preventiva é considerada um marco para o agronegócio brasileiro, pois mostra capacidade de reação rápida e articulação internacional eficaz. O diálogo constante com as autoridades chinesas demonstrou que o país possui transparência sanitária, capacidade técnica de resposta e compromisso com as normas internacionais da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).


    Recuperação global do mercado de frango

    A China era o último grande importador que mantinha restrições à carne de frango brasileira. Com o anúncio desta sexta-feira, todos os principais parceiros comerciais voltaram a comprar o produto nacional, consolidando a normalização completa do comércio global.

    O Brasil, maior exportador mundial de carne de frango, fornece atualmente para mais de 150 países, e o retorno do maior comprador asiático reforça a estabilidade do setor. Estima-se que as exportações brasileiras possam superar 5 milhões de toneladas em 2025, impulsionadas pela confiança internacional e pelo câmbio favorável às vendas externas.


    Repercussão no setor e expectativas de crescimento

    Lideranças da cadeia produtiva avaliam que a retomada das importações pela China trará ganhos expressivos a toda a cadeia avícola — desde criadores até frigoríficos e cooperativas. A ABPA afirmou que o país deve fechar o ano com crescimento superior a 5% nas exportações de proteína animal, puxado principalmente pela recuperação do mercado asiático.

    Com a demanda restabelecida, empresas de produção e abate já se preparam para retomar contratos suspensos e ampliar o volume exportado. Além disso, a decisão chinesa fortalece as negociações com novos mercados, especialmente no Oriente Médio e na África, que acompanham de perto as práticas de biossegurança adotadas pelo Brasil.


    O papel da China na balança comercial brasileira

    A China é o maior parceiro comercial do Brasil, responsável por cerca de 30% das exportações totais do país. Além da soja e do minério de ferro, a carne de frango se consolidou como um dos principais produtos da pauta bilateral.

    Com o retorno das importações, estima-se que o Brasil possa incrementar a receita cambial em mais de US$ 1 bilhão até o final de 2025, ajudando a compensar oscilações nos preços internacionais de grãos e metais. Essa diversificação é estratégica, pois reduz a dependência de commodities tradicionais e amplia o peso da agroindústria no superávit comercial.


    Brasil livre da gripe aviária: o fator decisivo

    O status sanitário brasileiro foi determinante para o restabelecimento da confiança internacional. Após a detecção do único foco de gripe aviária em granja comercial no país, técnicos do Ministério da Agricultura agiram de forma rápida e transparente, implementando medidas de contenção e desinfecção em prazo recorde.

    O resultado foi a eliminação total do foco e a ausência de novos registros. O período de 28 dias sem ocorrências permitiu à OMSA confirmar a erradicação do vírus. O modelo de vigilância adotado é considerado exemplar, e serviu como referência para outros países emergentes com produção intensiva de aves.


    Perspectivas para 2026: ampliação de mercados e certificações

    A retomada das importações pela China abre espaço para novos acordos comerciais. O governo brasileiro já trabalha em frentes paralelas com Japão, Coreia do Sul, México e Arábia Saudita para ampliar o número de plantas frigoríficas habilitadas à exportação.

    A ABPA prevê que até 2026 o Brasil possa alcançar recorde histórico de exportações, superando a marca de US$ 10 bilhões em receitas anuais apenas com carne de frango. O cenário favorável é sustentado por três pilares: credibilidade sanitária, diplomacia ativa e competitividade logística.


    Estratégia de prevenção e vigilância permanente

    Para evitar novos embargos, o Brasil reforçou o sistema nacional de vigilância com barreiras sanitárias ampliadas e fiscalização permanente em fronteiras e granjas. O Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), coordenado pelo MAPA, é reconhecido internacionalmente e garante rastreabilidade completa desde a criação até o embarque dos produtos.

    A modernização de protocolos e o uso de tecnologias de monitoramento em tempo real permitem identificar eventuais riscos antes que afetem a cadeia produtiva. Essa estrutura dá ao país vantagem competitiva frente a concorrentes, como Estados Unidos e Tailândia, que enfrentam surtos mais recorrentes de influenza aviária.


    O impacto no consumidor brasileiro

    Além dos reflexos externos, a China retomando a importação de carne de frango do Brasil também impacta o mercado interno. A demanda internacional tende a reduzir a oferta doméstica no curto prazo, o que pode provocar leve reajuste nos preços da carne de frango nos supermercados.

    Por outro lado, a normalização das exportações fortalece o setor, garante empregos e impulsiona investimentos em tecnologia, sustentabilidade e sanidade animal — fatores que beneficiam toda a cadeia agroindustrial e asseguram estabilidade a longo prazo.


    O significado político e diplomático da reabertura

    A decisão chinesa representa uma vitória diplomática para o governo brasileiro, que fez da segurança alimentar e da sustentabilidade pilares de sua política externa. O chanceler Mauro Vieira e o ministro Carlos Fávaro conduziram negociações com apoio direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacando a relevância estratégica da relação sino-brasileira.

    A cooperação técnica e a confiança mútua reforçam o papel do Brasil como protagonista nas discussões globais sobre segurança alimentar e comércio sustentável. A reabertura do mercado chinês é vista, inclusive, como um sinal político de prestígio internacional em um momento em que o país busca ampliar sua presença em fóruns multilaterais.


    Conclusão: retomada que consolida a liderança global do Brasil

    A decisão pela qual a China retoma importação de carne de frango do Brasil não é apenas um alívio momentâneo, mas um marco histórico para o agronegócio nacional. O episódio demonstra a maturidade técnica, diplomática e sanitária do país, além de consolidar o Brasil como o principal fornecedor global de proteína animal segura e de qualidade.

    Com o retorno de todos os grandes importadores, o setor avícola brasileiro entra em uma nova fase de expansão, sustentada por credibilidade, inovação e competitividade. O movimento reforça que o Brasil segue sendo uma potência agroalimentar confiável, essencial para o equilíbrio da segurança alimentar mundial.



    China retoma importação de carne de frango do Brasil e fortalece liderança do agronegócio

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Ibovespa futuro cai após recordes e balanço da Petrobras (PETR4); mercado atento ao IGP-DI


    Ibovespa futuro opera em queda após recordes e balanço da Petrobras; mercado monitora IGP-DI e cenário externo

    O Ibovespa futuro abriu em leve queda nesta sexta-feira (7), recuando 0,10%, aos 155.645 pontos, em um movimento de cautela dos investidores após o índice superar o patamar histórico de 154 mil pontos e registrar a 12ª alta consecutiva, sequência inédita desde 2018. O mercado doméstico reage ao balanço da Petrobras, à divulgação do IGP-DI de outubro e ao ambiente externo ainda pressionado por incertezas nas commodities e tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.

    O cenário é de correção técnica e realização parcial de lucros após o rali recente. Ao mesmo tempo, a expectativa é de que o lucro bilionário da Petrobras e a política de dividendos da estatal ofereçam sustentação pontual ao índice, em meio à volatilidade global.


    Bolsas em compasso de espera e influência das commodities

    A manhã desta sexta-feira foi marcada por um ambiente misto nas bolsas internacionais. Em Nova York, os contratos futuros operam com leve alta, sugerindo recuperação moderada após perdas na véspera. Na Europa, os mercados abriram em queda diante de balanços corporativos fracos e da preocupação com o crescimento industrial na zona do euro.

    Na Ásia, o humor foi negativo: o minério de ferro caiu 1,87% no mercado chinês, refletindo a desaceleração na demanda por aço e a política de estoques das siderúrgicas. Em contrapartida, o petróleo tipo WTI subia 1%, impulsionado pela perspectiva de corte na produção da Opep+ e pelos números robustos da Petrobras, que reforçam a confiança na rentabilidade do setor.

    Esse cenário cria uma combinação contraditória para o investidor brasileiro: o petróleo, em alta, tende a sustentar as ações da Petrobras, mas o recuo do minério afeta gigantes como Vale (VALE3), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5), que têm forte peso no Ibovespa.


    Petrobras: lucro acima do esperado e dividendos reforçam confiança

    O destaque corporativo do dia é o balanço da Petrobras (PETR3; PETR4), que registrou lucro líquido de US$ 6 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O resultado representa um crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado e 27,3% acima do segundo trimestre. A receita líquida avançou para US$ 23,4 bilhões, enquanto a empresa anunciou R$ 12,2 bilhões em dividendos, a serem pagos em duas parcelas ao longo de 2026.

    O resultado superou as expectativas do mercado e reforçou o otimismo com a gestão financeira da estatal. No pré-mercado norte-americano, os ADRs da Petrobras (recibos negociados nos EUA) subiam 0,58%, sugerindo possível impulso às ações da companhia no pregão brasileiro.

    A distribuição de dividendos também tem impacto fiscal positivo para o governo federal, principal acionista da estatal, que poderá usar parte dos recursos para recompor receitas e reforçar o superávit primário no início de 2026.

    Apesar disso, analistas alertam que a volatilidade dos preços internacionais do petróleo e os riscos políticos podem limitar os ganhos no médio prazo.


    IGP-DI recua em outubro e confirma trajetória de desinflação

    Outro ponto de atenção para o mercado é o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado nesta manhã pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador apresentou recuo de 0,03% em outubro, após alta de 0,36% em setembro, resultado melhor que o esperado pelos economistas, que previam queda de 0,22%.

    Com o desempenho, o IGP-DI acumula retração de 1,31% no ano e alta modesta de 0,73% em 12 meses, reforçando o cenário de desinflação gradual no atacado e de estabilidade nos custos de produção. O alívio nos preços industriais e agrícolas contribui para manter o IPCA sob controle e dá margem ao Banco Central para avaliar novos cortes na taxa Selic em 2026.


    Ibovespa futuro: realização de lucros após 12 altas seguidas

    O movimento de queda no Ibovespa futuro é interpretado como ajuste técnico após a forte valorização das últimas semanas. O índice acumula nove recordes consecutivos de fechamento e já soma alta superior a 17% no ano, impulsionado pela melhora nas perspectivas de crescimento global e pela recuperação dos balanços corporativos.

    Mesmo com a leve correção, o mercado segue confiante em relação à tendência de médio prazo. Investidores estrangeiros continuam ampliando posição na bolsa brasileira, aproveitando o diferencial de juros e o câmbio estável em torno de R$ 5,35 por dólar.

    No cenário doméstico, o Ibovespa segue ancorado por papéis de peso, como Petrobras, Vale, Itaú e Ambev. Para analistas, o comportamento desses ativos será determinante para definir se o índice consolida o patamar acima de 155 mil pontos ou se devolve parte dos ganhos recentes.


    Câmbio: dólar oscila próximo da estabilidade

    O dólar comercial opera próximo da estabilidade nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,35, com leve queda de 0,02% frente ao real. O movimento reflete um dia de cautela global e a busca por proteção em ativos seguros, mas o fluxo cambial positivo e a entrada de capital estrangeiro em ações e renda fixa ajudam a conter pressões de valorização da moeda americana.

    No exterior, o índice DXY — que mede o dólar frente a uma cesta de moedas — recua ligeiramente, acompanhando o tom neutro dos juros dos Treasuries. A ausência do relatório de emprego dos Estados Unidos, suspenso por causa do shutdown governamental que já dura 38 dias, limita a volatilidade dos mercados cambiais.


    Cenário internacional: impasse comercial e Federal Reserve em foco

    No ambiente externo, os investidores acompanham com atenção o prolongado shutdown americano, o mais longo da história do país, que paralisa parcialmente a máquina pública e atrasa indicadores importantes da economia.

    A falta de acordo orçamentário entre republicanos e democratas gera incerteza sobre a capacidade de o governo manter programas essenciais e pagar funcionários federais. Paralelamente, o impasse nas negociações tarifárias entre Brasil e Estados Unidos preocupa o agronegócio e o setor exportador brasileiro.

    Sem avanços concretos nas últimas semanas, o tarifaço americano segue impactando as exportações brasileiras, que caíram 37,9% em outubro em relação ao mesmo período do ano anterior. O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, tenta reabrir o diálogo diplomático. O ministro Mauro Vieira viajará ao Canadá na próxima semana para se reunir com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, buscando destravar as tratativas comerciais.

    Enquanto isso, o Federal Reserve (Fed) continua no centro das atenções. Dirigentes do banco central americano devem discursar ainda hoje, podendo dar pistas sobre o rumo da política monetária. Após sinais mistos na economia, o mercado precifica que o Fed poderá manter os juros elevados por mais tempo, reforçando a volatilidade nas bolsas.


    Impactos no mercado brasileiro

    O conjunto de fatores — desde o balanço da Petrobras até o ambiente global — influencia diretamente as estratégias de curto prazo dos investidores brasileiros. Analistas destacam três pontos-chave para o pregão desta sexta-feira:

    1. Realização de lucros: após sequência recorde de altas, parte dos investidores deve vender posições para garantir ganhos acumulados.

    2. Petrobras e commodities: o desempenho positivo da estatal pode limitar perdas do Ibovespa.

    3. Cenário externo: a volatilidade global e o impasse tarifário entre Brasil e EUA adicionam incerteza.

    A tendência é de um pregão volátil, porém técnico, com possibilidade de recuperação no período da tarde caso as bolsas americanas consolidem alta e o petróleo mantenha o ritmo de valorização.


    Perspectivas para os próximos dias

    A próxima semana será decisiva para a definição da trajetória do Ibovespa. O foco estará nos dados de inflação nos Estados Unidos, nos balanços corporativos brasileiros e nas declarações do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o ritmo de cortes da Selic.

    No cenário externo, qualquer avanço nas conversas entre Brasil e Estados Unidos pode aliviar tensões sobre o comércio bilateral e animar o mercado de capitais.

    Economistas reforçam que, apesar das incertezas, a bolsa brasileira mantém fundamentos sólidos: lucro corporativo em alta, inflação sob controle e fluxo estrangeiro constante. Se confirmadas essas premissas, o Ibovespa pode alcançar 160 mil pontos ainda em novembro, consolidando 2025 como um dos melhores anos da história recente do mercado de capitais brasileiro.


    Síntese do dia

    • Ibovespa futuro: -0,10%, aos 155.645 pontos

    • Petróleo WTI: +1,0%

    • Minério de ferro: -1,87%

    • Dólar: R$ 5,35 (-0,02%)

    • IGP-DI (outubro): -0,03%

    • Lucro da Petrobras: US$ 6 bilhões

    A combinação de lucro corporativo sólido, inflação controlada e movimento técnico de correção deve manter o ambiente equilibrado no curto prazo. No médio prazo, o desafio será conciliar a euforia com os fundamentos macroeconômicos e a política externa incerta.

    Ibovespa futuro cai após recordes e balanço da Petrobras (PETR4); mercado atento ao IGP-DI

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Profissões da inteligência artificial: novas carreiras pagam acima de R$ 20 mil e dominam o mercado global


    Profissões da inteligência artificial: novas funções pagam mais de R$ 20 mil e dominam o mercado global

    O mercado de trabalho global está sendo redesenhado pela inteligência artificial (IA), e o que parecia ficção científica há cinco anos agora é uma realidade econômica concreta. As profissões da inteligência artificial estão entre as mais valorizadas do mundo, com salários que ultrapassam R$ 20 mil mensais e oportunidades que se expandem para praticamente todos os setores — de tecnologia à educação, passando por marketing, saúde e finanças.

    Em 2020, ninguém imaginava que expressões como “engenheiro de prompt” ou “auditor de IA” se tornariam cargos reais e cobiçados. Hoje, esses profissionais são disputados globalmente, com empresas como Google, Microsoft, Amazon, Meta e startups emergentes oferecendo remunerações dignas de executivos seniores.

    A revolução da IA generativa — impulsionada por modelos como o ChatGPT da OpenAI — inaugurou um novo ecossistema de trabalho, no qual a capacidade de dialogar com máquinas, criar instruções estratégicas e auditar algoritmos é o diferencial mais valioso.


    Engenharia de Prompt: a profissão mais lucrativa da era da IA

    Entre as novas profissões criadas pela inteligência artificial, o destaque absoluto vai para a Engenharia de Prompt. Trata-se da função responsável por criar comandos e instruções precisas que direcionam o comportamento da IA generativa, garantindo resultados consistentes e produtivos.

    O engenheiro de prompt é, essencialmente, o “tradutor” entre o ser humano e o sistema de IA. Ele entende como os modelos de linguagem “pensam” e como manipular suas respostas para gerar insights, textos, imagens e códigos com máxima eficiência.

    Empresas multinacionais relatam que profissionais experientes na área já recebem salários acima de R$ 25 mil, especialmente quando combinam competências técnicas com criatividade e visão de negócios. O domínio de plataformas como ChatGPT, Claude, Gemini e Midjourney tornou-se um ativo de mercado.

    Além do domínio técnico, o engenheiro de prompt precisa compreender linguagem natural, psicologia comportamental, análise de dados e, principalmente, ética algorítmica — pois cada instrução pode alterar profundamente a resposta gerada pela IA.


    Auditoria e ética em IA: o novo pilar das corporações

    Se a inteligência artificial cria oportunidades, também gera riscos. É nesse contexto que surge a figura do Auditor de IA ou Especialista em Ética de Inteligência Artificial.

    A função, que combina tecnologia e direito digital, tornou-se essencial em bancos, hospitais, fintechs e empresas de tecnologia. O auditor é o responsável por garantir que os algoritmos não apresentem vieses, discriminação ou falhas jurídicas — algo que pode resultar em processos e danos à reputação corporativa.

    Essa profissão, até recentemente restrita ao ambiente acadêmico, tornou-se uma das mais promissoras do mundo corporativo. A responsabilidade sobre decisões automatizadas — como aprovações de crédito, diagnósticos médicos e recomendações de investimento — faz do auditor de IA um profissional estratégico.

    No Brasil, os salários já superam R$ 20 mil mensais, e no exterior podem ultrapassar US$ 200 mil anuais em grandes conglomerados financeiros. Trata-se de uma função de alta confiança, onde a formação ética, jurídica e tecnológica se encontram.


    A economia dos criadores e o nascimento dos estrategistas digitais

    A chamada Economia dos Criadores — antes centrada em influenciadores digitais — também passou por uma transformação radical. A IA generativa automatizou processos criativos, abrindo espaço para cargos mais técnicos e estratégicos, como o Estrategista de Ecossistemas Digitais e o Especialista em Automação de Marketing com IA.

    Esses profissionais atuam nos bastidores de grandes campanhas, gerenciando sistemas inteligentes que analisam comportamento de público, otimizam vendas e personalizam conteúdos em tempo real.

    Ao contrário dos influenciadores tradicionais, esses estrategistas são os arquitetos invisíveis da audiência — dominando plataformas de automação, funis de vendas e ferramentas como HubSpot, Zapier, Notion AI e ChatGPT Enterprise.

    Em contratos de performance, seus ganhos frequentemente incluem percentuais sobre o faturamento dos projetos, o que pode multiplicar o rendimento mensal.


    Habilidades que definem as novas profissões da inteligência artificial

    A era da IA não valoriza mais apenas diplomas ou títulos acadêmicos. O diferencial está na capacidade de aprender rapidamente, adaptar-se às mudanças tecnológicas e traduzir conceitos complexos em soluções práticas.

    As habilidades mais procuradas para as profissões da inteligência artificial combinam técnica, criatividade e ética. Entre elas:

    O mercado reconhece que quem domina essas competências torna-se indispensável. Por isso, cursos técnicos, bootcamps e certificações internacionais — como AI Engineering da Microsoft, Prompt Design da OpenAI e AI Ethics da IBM — ganham relevância em currículos de profissionais de elite.


    O novo mapa das profissões impulsionadas pela IA

    A inteligência artificial está redefinindo não apenas funções isoladas, mas ecossistemas inteiros de trabalho. Entre as ocupações em alta estão:

    1. Engenheiro de Promptcria comandos otimizados para IA generativa.

    2. Auditor de IA / Especialista em Ética Algorítmicagarante transparência e responsabilidade dos sistemas.

    3. Estrategista de Ecossistemas Digitais – atua na integração entre IA e marketing.

    4. Gestor de Automação Criativa – usa IA para acelerar campanhas publicitárias e produção de conteúdo.

    5. Designer de Experiências com IA (AI UX Designer)desenvolve interfaces otimizadas para interação humano-máquina.

    6. Especialista em Dados de Treinamento (Data Curator) – organiza informações usadas no aprendizado dos modelos.

    7. Engenheiro de Modelos Linguísticos (LLM Engineer) – trabalha na personalização de IAs corporativas.

    Todas essas funções compartilham uma característica comum: a combinação de inteligência técnica e sensibilidade humana. É essa fusão que cria profissionais únicos e de altíssimo valor de mercado.


    O impacto da IA nos salários e na economia global

    Os salários nas profissões da inteligência artificial ultrapassam a média global de maneira expressiva. De acordo com levantamentos de consultorias internacionais, como PwC e McKinsey, o crescimento salarial médio dessas funções supera 45% ao ano.

    Empresas em fase de expansão tecnológica estão dispostas a pagar cifras elevadas para garantir talentos capazes de acelerar a automação de processos, o atendimento inteligente e a inovação de produtos.

    Nos Estados Unidos, engenheiros de IA chegam a ganhar entre US$ 180 mil e US$ 300 mil anuais. No Brasil, posições semelhantes variam de R$ 18 mil a R$ 30 mil mensais, dependendo da experiência e do setor.

    O efeito dessa valorização é um ciclo virtuoso: quanto mais o profissional entende de IA, mais ele é capaz de aplicar a tecnologia em soluções rentáveis — o que retroalimenta sua própria demanda no mercado.


    Educação e formação para o futuro da IA

    Ao contrário das profissões tradicionais, as carreiras em IA valorizam mais o portfólio prático e a capacidade de execução do que diplomas longos. Plataformas de educação como Coursera, Udemy, Alura e OpenAI Learn oferecem formações específicas em engenharia de prompt, automação, machine learning e ética digital.

    Além disso, universidades de ponta, como MIT, Stanford e USP, já incluem disciplinas de IA aplicada e design generativo em seus cursos de tecnologia e comunicação.

    A tendência é que, nos próximos cinco anos, as escolas formem menos programadores convencionais e mais arquitetos de IA, profissionais híbridos que entendem tanto de lógica quanto de criatividade.


    O futuro das profissões da inteligência artificial

    A transformação que começou em 2020 foi apenas o primeiro capítulo. A previsão é que, até 2030, mais de 60% das profissões atuais incorporem IA em suas rotinas — e outras dezenas de novas funções surjam.

    O profissional mais bem pago do futuro será aquele que conseguir resolver os problemas de hoje usando a IA de amanhã. Isso inclui desde otimização de políticas públicas até inovação em medicina personalizada.

    Empresas que não adaptarem seus quadros a essa nova realidade tendem a perder competitividade. O mercado caminha para uma fase em que a IA não substitui o humano, mas amplia seu potencial de decisão e produtividade.

    As profissões da inteligência artificial não são apenas tendência, mas uma realidade consolidada e de alto retorno financeiro. Elas exigem atualização constante, visão estratégica e ética no uso da tecnologia.

    O futuro do trabalho será moldado por quem conseguir unir criatividade humana e raciocínio algorítmico. Assim, enquanto a IA aprende a gerar dados e textos, o ser humano que sabe interpretá-los continuará sendo o ativo mais valioso do século XXI.

    Profissões da inteligência artificial: novas carreiras pagam acima de R$ 20 mil e dominam o mercado global

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Isenção do Imposto de Renda: veja o que muda com a nova faixa até R$ 5 mil e quem paga mais


    O que muda na prática com a nova isenção do Imposto de Renda: entenda quem ganha e quem paga mais

    Por Gazeta Mercantil — Brasília

    A aprovação no Senado Federal da ampliação da isenção do Imposto de Renda representa uma das mudanças mais significativas na política tributária brasileira dos últimos anos. O projeto, que agora segue para sanção presidencial, redefine faixas de contribuição, cria mecanismos de compensação fiscal e promete beneficiar diretamente 16 milhões de brasileiros com rendimentos de até R$ 5 mil mensais.

    Ao mesmo tempo, o governo busca equilibrar as contas públicas ao instituir uma tributação mínima para altas rendas e dividendos, marcando um movimento em direção à progressividade tributária e à justiça fiscal. A seguir, veja o que muda na prática para trabalhadores, investidores e empresas com as novas regras.


    Nova faixa de isenção do Imposto de Renda: quem será beneficiado

    A principal mudança é a elevação do limite de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil mensais, o que significa que todos os brasileiros com salários até esse valor deixarão de pagar imposto na fonte. A medida representa um avanço em relação ao teto anterior, de R$ 2.824, que estava em vigor desde 2024.

    De acordo com estimativas do governo, a mudança elevará o número de contribuintes isentos de 55% para 65% da população economicamente ativa, ampliando o alcance social da medida e aliviando a carga tributária de trabalhadores assalariados.

    Na prática, o reajuste na tabela representa uma data-end=”1673″>redução da defasagem histórica do Imposto de Renda, que acumulava mais de 140% de atraso em relação à inflação desde 2015. A nova faixa é considerada um passo importante na recuperação do poder de compra da classe média e dos assalariados formais.


    Como funciona o desconto escalonado até R$ 7.350

    O texto aprovado cria um desconto parcial e escalonado para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350, estabelecendo uma faixa de transição para evitar saltos abruptos de tributação.

    Na prática, isso significa que quem ganha, por exemplo, R$ 6 mil por mês, não passará a pagar imposto integral sobre o excedente. A cobrança será reduzida de forma proporcional, garantindo maior equidade entre as faixas de renda.

    Essa estrutura foi ampliada pelo Congresso Nacional, após proposta inicial do governo que previa o teto do desconto em R$ 7 mil. O relator do texto na Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), argumentou que o aumento para R$ 7.350 amplia o alcance do benefício sem comprometer a arrecadação.


    O impacto da nova isenção na economia

    A ampliação da isenção do Imposto de Renda deve injetar recursos diretamente na economia, com aumento da renda disponível para consumo. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal será compensado por novas formas de arrecadação sobre altas rendas e lucros financeiros.

    Economistas apontam que a medida tem potencial de estimular o varejo e o setor de serviços, especialmente entre famílias de baixa e média renda, que tendem a consumir a maior parte do que ganham. Estimativas preliminares indicam um incremento no consumo interno de até R$ 25 bilhões por ano.


    Tributação mínima para altas rendas

    Para compensar a renúncia fiscal causada pela ampliação da isenção, o projeto institui um “imposto mínimo” sobre altas rendas, voltado especialmente a quem obtém grande parte dos rendimentos de fontes isentas — como lucros e dividendos.

    A cobrança será aplicada a contribuintes com renda mensal acima de R$ 50 mil (ou R$ 600 mil por ano). Para quem ultrapassar esse patamar, a alíquota será gradualmente ampliada até 10%, atingindo contribuintes com ganhos superiores a R$ 100 mil mensais (R$ 1,2 milhão por ano).

    Esse novo modelo é baseado na alíquota efetiva, ou seja, considera o percentual total de imposto pago sobre todas as fontes de renda, inclusive as hoje isentas. Caso o contribuinte já pague mais do que o mínimo exigido, não haverá cobrança adicional. Caso contrário, será preciso complementar a diferença junto à Receita Federal.

    A medida atinge aproximadamente 141 mil contribuintes, segundo dados da Receita, e busca reduzir a disparidade tributária entre trabalhadores e grandes investidores.


    Tributação sobre dividendos: o que muda para empresas e investidores

    O projeto também institui uma alíquota fixa de 10% sobre dividendos recebidos por pessoas físicas, quando o valor ultrapassar R$ 50 mil por mês por empresa. A cobrança será feita na fonte e começará a valer a partir de 2026, funcionando como mecanismo de compensação da nova isenção.

    Empresas que já recolhem o Imposto de Renda corporativo integral (IRPJ + CSLL), como instituições financeiras, seguradoras e universidades que participam do Prouni, continuarão isentas dessa tributação sobre dividendos.

    A expectativa é que a medida gere arrecadação adicional estimada em R$ 20 bilhões anuais a partir de 2026, reforçando a sustentabilidade fiscal da política de isenção.


    Exceções e rendimentos isentos do imposto mínimo

    Determinados rendimentos não entrarão no cálculo do novo imposto mínimo, para evitar dupla tributação e proteger fontes de renda específicas. Entre as exceções estão:

    Essas exceções garantem que o imposto mínimo não atinja aplicações voltadas à poupança popular e aos investimentos produtivos, preservando o incentivo à economia real e à formação de capital.


    Efeitos sobre Estados e municípios

    Como o Imposto de Renda compõe a base de cálculo do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a ampliação da isenção provocará uma redução na arrecadação compartilhada entre União, Estados e prefeituras.

    Para mitigar o impacto, o texto prevê aumento nas transferências regulares e possibilidade de repasses trimestrais adicionais, caso a arrecadação federal supere as metas previstas. Essa compensação busca equilibrar as finanças regionais e evitar desequilíbrio orçamentário nos entes federativos menores.


    Projeto complementar: tributação de bets e fintechs

    Paralelamente à aprovação da nova tabela do Imposto de Renda, o Senado analisa um projeto complementar que eleva a tributação sobre apostas esportivas (bets) e fintechs de pagamento.

    A proposta, relatada pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), dobra a alíquota sobre a receita bruta de apostas (GGR) de 12% para 24%, e aumenta a CSLL das fintechs de 9% para 15%. O objetivo é gerar novas fontes de arrecadação para compensar o impacto da política de isenção.

    Especialistas avaliam que a combinação das medidas cria um equilíbrio fiscal progressivo, distribuindo o ônus da tributação de forma mais justa entre consumo, renda e capital.


    Perspectivas econômicas e fiscais

    A ampliação da isenção do Imposto de Renda é vista por analistas como uma ação de duplo efeito: alívio ao contribuinte e estímulo ao consumo, ao mesmo tempo em que exige ajustes fiscais e novas fontes de arrecadação.

    Para o governo federal, a medida é estratégica por fortalecer a confiança social e impulsionar o crescimento interno, num momento em que o país busca conciliar responsabilidade fiscal e inclusão econômica.

    A médio prazo, a expectativa é de que o aumento da renda disponível estimule o mercado de trabalho formal e gere efeitos positivos sobre a arrecadação indireta, via consumo e produção.


    Desafios e pontos de atenção

    Embora amplamente celebrada, a mudança levanta debates sobre a sustentabilidade fiscal da política de isenção. A redução da base de arrecadação pode pressionar as contas públicas, caso a compensação via taxação de altas rendas e dividendos não se concretize conforme o previsto.

    Outro desafio está na administração do imposto mínimo, que exigirá aprimoramentos nos sistemas da Receita Federal e maior transparência sobre a renda total declarada pelos contribuintes.

    Ainda assim, especialistas consideram o movimento positivo, destacando que o país caminha para uma estrutura tributária mais justa e moderna, com redução da carga sobre o trabalho e aumento da contribuição sobre o capital.


    O que muda na prática para o contribuinte

    Faixa salarial Situação atual Situação após aprovação
    Até R$ 5.000 Isento Isento (sem retenção na fonte)
    De R$ 5.001 a R$ 7.350 Tributação parcial Desconto escalonado
    Acima de R$ 7.350 Tributação progressiva até 27,5% Mantida
    Dividendos até R$ 50 mil/mês Isentos Mantidos isentos
    Dividendos acima de R$ 50 mil/mês Isentos Taxados em 10% a partir de 2026

    A nova isenção do Imposto de Renda representa um marco na política tributária brasileira, ao mesmo tempo em que sinaliza um reposicionamento do sistema fiscal em direção à progressividade.

    Enquanto a maioria dos trabalhadores assalariados ganha alívio e maior renda disponível, contribuintes de alta renda e investidores passam a contribuir mais para o equilíbrio orçamentário.

    Com a sanção presidencial, o Brasil dá um passo importante para modernizar seu modelo tributário, aproximando-se de práticas adotadas em economias avançadas — com maior justiça social e responsabilidade fiscal.

    Isenção do Imposto de Renda: veja o que muda com a nova faixa até R$ 5 mil e quem paga mais

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Tesouro Nacional lança nova emissão de títulos sustentáveis e reforça compromisso com a agenda verde


    Tesouro Nacional lança nova emissão de títulos sustentáveis e reforça estratégia verde no mercado internacional

    Por Redação Gazeta Mercantil — Brasília

    O Tesouro Nacional anunciou nesta quinta-feira (6) uma nova emissão de títulos sustentáveis no mercado internacional, reafirmando o compromisso do Brasil com políticas voltadas à sustentabilidade, à transição energética e ao financiamento de projetos ambientais e sociais.

    A operação inclui papéis em dólares com vencimento em 2033, além da reabertura da oferta de títulos com vencimento em 2035, consolidando a posição do país como um dos principais emissores soberanos de instrumentos financeiros verdes na América Latina.

    Essa é a terceira emissão de títulos sustentáveis feita pelo governo brasileiro e ocorre em um contexto de crescente interesse global por investimentos com critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).


    Objetivo da emissão

    De acordo com o Tesouro, a nova oferta tem como propósito fortalecer a curva de juros soberana em dólar, aumentar a liquidez dos papéis brasileiros e oferecer uma referência sólida para o setor privado no exterior.

    Além de garantir recursos para o financiamento da dívida pública externa, o governo se comprometeu a destinar o montante captado para ações voltadas à sustentabilidade, especialmente projetos que contribuam para:

    Esse direcionamento dos recursos reforça a credibilidade do Brasil em fóruns internacionais e atende às diretrizes de emissão de Green Bonds (títulos verdes) e Sustainability Bonds, mecanismos cada vez mais demandados por fundos globais e investidores institucionais.


    Taxas e estrutura da operação

    Segundo informações preliminares, o “initial price talk” — referência inicial de preço usada para testar o apetite do mercado — foi definido em 6,00% para o título com vencimento em 2033 e 6,50% para o papel que vence em 2035.

    A emissão será conduzida por três grandes instituições financeiras globais: Citibank, Deutsche Bank e Goldman Sachs.

    O resultado final da colocação, que deve movimentar entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões, será divulgado ao fim desta quinta-feira, após o encerramento do bookbuilding junto a investidores estrangeiros.

    A expectativa é que a forte demanda pelos títulos, impulsionada pelo bom desempenho recente da economia brasileira e pelo avanço das políticas climáticas, pressione as taxas para baixo, reduzindo o custo de captação do país.


    Sustentabilidade como pilar da política fiscal

    A emissão de títulos sustentáveis está alinhada à política fiscal e financeira do governo, que busca equilibrar responsabilidade orçamentária com estímulos a uma agenda verde de desenvolvimento.

    O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, já havia sinalizado em setembro que o governo preparava uma nova operação internacional, ressaltando que a demanda global por ativos sustentáveis tem crescido mesmo em um ambiente de juros elevados.

    Essas emissões servem não apenas para financiar políticas públicas, mas também para reposicionar o Brasil como protagonista climático, reforçando sua imagem perante investidores que priorizam compromissos ambientais e sociais claros.


    Contexto e relevância global

    Nos últimos anos, a emissão de títulos sustentáveis se tornou uma ferramenta estratégica de política econômica. Governos e corporações utilizam o instrumento para captar recursos de longo prazo e direcioná-los a projetos de impacto ambiental positivo.

    A tendência segue forte na Europa, na Ásia e na América Latina, e o Brasil, com sua matriz energética limpa e ampla biodiversidade, desponta como um dos países com maior potencial de atração de investimentos verdes.

    A operação anunciada hoje consolida essa posição, permitindo ao Tesouro reforçar a credibilidade internacional do país em um momento em que investidores buscam portfólios mais sustentáveis e transparentes.


    Histórico das emissões sustentáveis brasileiras

    O Brasil estreou no mercado de títulos sustentáveis em 2023, quando realizou sua primeira emissão de Sustainability Bonds no exterior. O sucesso daquela operação — que registrou forte demanda e taxas competitivas — estimulou o governo a repetir a estratégia em 2024 e agora em 2025.

    Essas emissões são acompanhadas de relatórios anuais de alocação e impacto, nos quais o Tesouro detalha o uso dos recursos em programas que apoiam metas de redução de carbono, transição energética e desenvolvimento social.

    Entre as áreas elegíveis estão projetos de mobilidade elétrica, infraestrutura sustentável, energias renováveis, gestão de resíduos sólidos, educação e inclusão social.


    Impactos esperados na economia e no mercado financeiro

    A entrada de novas captações em dólares ajuda o Brasil a diversificar suas fontes de financiamento, reduzir o risco cambial da dívida externa e reforçar o colchão de liquidez do Tesouro.

    Além disso, o fortalecimento da curva de juros em dólar fornece referência de preço para o setor privado, incentivando empresas brasileiras a seguirem o mesmo caminho e emitirem seus próprios títulos verdes.

    Essa dinâmica tende a aumentar o fluxo de investimentos ESG para o país, ampliando o papel do mercado de capitais como canal de financiamento sustentável.

    Segundo analistas, a estratégia também contribui para baixar o custo de captação no médio prazo, pois melhora a percepção de risco e reforça o compromisso do governo com metas fiscais e ambientais.


    O Brasil no cenário ESG global

    O país tem sido destaque em fóruns internacionais por sua capacidade de combinar estabilidade macroeconômica com políticas ambientais robustas.

    A nova emissão de títulos sustentáveis reforça o discurso brasileiro de liderança climática, especialmente após o avanço de iniciativas como:

    • o Plano de Transição Ecológica, lançado em 2024;

    • o fortalecimento do Fundo Clima;

    • e a realização da Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, prevista para 2025.

    Com a emissão, o governo busca sinalizar que o Brasil está preparado para financiar o crescimento econômico com base em critérios sustentáveis, conciliando competitividade com responsabilidade ambiental.


    O papel dos investidores internacionais

    Fundos soberanos, gestoras globais e bancos de investimento têm demonstrado apetite crescente por títulos atrelados à sustentabilidade. A emissão brasileira deve atrair investidores de longo prazo, especialmente da Europa e da Ásia, regiões onde os critérios ESG já fazem parte obrigatória das carteiras institucionais.

    Além da rentabilidade, o diferencial está no impacto: cada dólar aplicado em títulos sustentáveis do Tesouro representa investimento direto em programas de conservação, educação, energia limpa e infraestrutura verde.


    Perspectivas para o futuro

    Com o avanço da agenda de finanças sustentáveis, o Tesouro Nacional deve ampliar o escopo de emissões em moeda estrangeira nos próximos anos, incluindo a possibilidade de títulos temáticos, como:

    Especialistas acreditam que o Brasil pode se tornar referência regional em financiamento sustentável, tanto pelo tamanho de sua economia quanto pela diversidade de seus ativos ambientais.

    A consolidação dessa estratégia depende, contudo, da manutenção da credibilidade fiscal e da transparência no uso dos recursos — pontos que o governo promete reforçar nos relatórios de acompanhamento.

    A nova emissão de títulos sustentáveis confirma o protagonismo do Brasil no mercado financeiro verde e representa mais um passo na integração entre economia e meio ambiente.

    Ao direcionar recursos para políticas climáticas e sociais, o país reforça seu papel estratégico na agenda global de sustentabilidade, mostrando que é possível crescer com responsabilidade fiscal e ambiental.

    Com a operação, o Tesouro Nacional não apenas antecipa o financiamento da dívida em moeda estrangeira, mas também reafirma a confiança internacional no compromisso do Brasil com um futuro de baixo carbono e inclusão social.

    Tesouro Nacional lança nova emissão de títulos sustentáveis e reforça compromisso com a agenda verde

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Copom mantém taxa Selic em 15% e indica que cortes de juros só devem começar em 2026


    Copom mantém taxa Selic em 15% pela quarta vez seguida e sinaliza corte apenas em 2026

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, pela quarta vez consecutiva, manter a taxa Selic em 15% ao ano (a.a.). A decisão, anunciada na noite desta quarta-feira (5), já era amplamente esperada por analistas do mercado financeiro e reforça a postura conservadora da autoridade monetária diante das incertezas econômicas globais e do comportamento da inflação no Brasil.

    Com a taxa de juros mantida nesse patamar desde junho, o Copom optou por prolongar o período de estabilidade monetária, destacando que o ambiente internacional ainda exige cautela e vigilância constante. Segundo o comunicado, fatores como a política econômica dos Estados Unidos, a volatilidade dos mercados e o comportamento da inflação doméstica continuam a justificar uma condução mais prudente da política monetária.


    Cenário externo pressiona o Banco Central

    O Copom destacou que o ambiente internacional segue incerto, sobretudo diante das políticas fiscais e monetárias adotadas pelos Estados Unidos, que afetam diretamente as condições financeiras globais. A valorização do dólar, o comportamento dos preços de commodities e as tensões geopolíticas recentes continuam sendo variáveis de risco para o Brasil.

    Esses fatores, somados à postura de aperto monetário mantida por bancos centrais de economias desenvolvidas, tornam o cenário externo mais desafiador. A decisão de manter a taxa Selic em 15% reflete, portanto, a busca por estabilidade macroeconômica e o controle das expectativas inflacionárias em meio a um contexto internacional ainda volátil.

    O BC reforçou que uma redução precipitada dos juros poderia comprometer o processo de convergência da inflação à meta e gerar instabilidade cambial, o que justificaria a prudência adotada pelo colegiado.


    Cenário doméstico: inflação resiste e crescimento desacelera

    No cenário interno, o Copom observou sinais mistos na economia. Apesar da moderação do crescimento econômico, o mercado de trabalho segue aquecido, e os salários reais têm apresentado ligeira alta, o que sustenta o consumo das famílias e mantém a pressão sobre alguns preços.

    A inflação, embora em trajetória de desaceleração, ainda permanece acima da meta. As últimas leituras do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e de seus núcleos mostraram leve arrefecimento, mas os indicadores subjacentes continuam apontando resistência inflacionária.

    Com base nesses dados, o Comitê afirmou que a estratégia de manutenção da taxa Selic por um período prolongado é considerada adequada para garantir que a inflação retorne gradualmente à meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).


    Inflação deve convergir apenas a partir de 2026

    As projeções do Banco Central indicam que a inflação deve continuar desacelerando, mas ainda se manterá acima da meta nos próximos dois anos. O Copom estima inflação de 4,6% em 2025 e 3,6% em 2026, valores que ainda superam o objetivo oficial de 3%. Somente em 2027, segundo o BC, a inflação deve atingir 3,3%, o que reforça a percepção de que os cortes na taxa Selic devem ocorrer apenas a partir de 2026.

    Essa leitura é compartilhada por grande parte dos economistas do mercado financeiro, que veem o atual ciclo de estabilidade como uma etapa necessária para consolidar a desinflação e preservar a credibilidade da política monetária.

    o presidente do BC, Gabriel Galípolo, e os demais membros do Copom enfatizaram que “os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados, e o Comitê não hesitará em retomar o ciclo de aperto caso as condições justifiquem”. A declaração reforça a mensagem de vigilância permanente sobre o comportamento dos preços e a evolução do cenário fiscal.


    Por que o Copom manteve os juros elevados

    A decisão do Copom de manter a taxa Selic em 15% é sustentada por quatro fatores principais:

    1. Inflação ainda acima da meta: apesar de alguma melhora recente, os índices de preços ainda mostram resistência, especialmente em setores de serviços e alimentação.

    2. Ambiente fiscal incerto: a trajetória das contas públicas segue pressionada, com desafios para o cumprimento das metas fiscais e o controle do gasto público.

    3. Cenário global de risco: as políticas monetárias nos EUA e na Europa seguem restritivas, e tensões geopolíticas ampliam a incerteza.

    4. Expectativas de inflação desancoradas: parte do mercado ainda projeta inflação acima da meta nos próximos anos, o que exige uma postura firme do BC.

    Esses fatores explicam a opção do Comitê por prolongar o atual ciclo de estabilidade, evitando antecipar cortes que poderiam enfraquecer o processo de controle inflacionário.


    Composição do Copom e voto unânime

    A decisão pela manutenção da taxa Selic foi unânime entre os membros do Comitê. Participaram da reunião:

    • Gabriel Muricca Galípolo (presidente do BC);

    • Ailton de Aquino Santos;

    • Diogo Abry Guillen;

    • Gilneu Francisco Astolfi Vivan;

    • Izabela Moreira Corrêa;

    • Nilton José Schneider David;

    • Paulo Picchetti;

    • Renato Dias de Brito Gomes;

    • Rodrigo Alves Teixeira.

    o colegiado reafirmou o compromisso de atuar com “serenidade e firmeza” para assegurar o controle da inflação, sinalizando que qualquer movimento de corte ocorrerá apenas quando houver convergência clara para a meta de preços.


    Reação do mercado

    A decisão do Copom não surpreendeu o mercado financeiro. As principais casas de análise já esperavam a manutenção da Selic em 15%, especialmente após a divulgação dos últimos indicadores de inflação e atividade econômica.

    Os juros futuros recuaram levemente após o comunicado, refletindo a leitura de que o BC deve iniciar o ciclo de cortes apenas em 2026, quando as projeções de inflação estiverem mais próximas da meta.

    O mercado de câmbio também reagiu de forma contida, com o dólar oscilando em torno de R$ 5,10 e os investidores reforçando posições em renda fixa atrelada à inflação, diante da perspectiva de juros altos por mais tempo.


    Perspectivas para os próximos meses

    O principal desafio do Banco Central nos próximos meses será preservar a credibilidade da política monetária em meio às pressões políticas e fiscais.

    Com a taxa Selic mantida em 15%, o crédito continua caro, o que limita a expansão do consumo e o investimento produtivo. Essa condição deve manter o crescimento econômico em ritmo moderado até que haja espaço para um afrouxamento monetário sustentável.

    Ao mesmo tempo, o cenário internacional seguirá influenciando as decisões do Copom. O comportamento das taxas de juros nos Estados Unidos, a trajetória do dólar e os preços das commodities continuarão determinando o ritmo da política monetária brasileira.


    Estabilidade agora, cortes só depois

    Ao manter a taxa Selic inalterada pela quarta vez seguida, o Copom sinaliza que está comprometido com a convergência da inflação à meta, mesmo ao custo de uma desaceleração mais acentuada da economia.

    A mensagem é clara: não há pressa em cortar juros enquanto persistirem incertezas no cenário fiscal e externo. O BC aposta na estabilidade prolongada como ferramenta para consolidar o controle inflacionário e preparar o terreno para um ciclo de redução sustentável a partir de 2026.

    Copom mantém taxa Selic em 15% e indica que cortes de juros só devem começar em 2026

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Analistas preveem: dólar pode despencar como na bolha da internet


    Risco de queda do dólar acende alerta global e reacende temores de uma bolha como a dos anos 2000

    Análise do RBC Capital Markets sugere que a moeda americana pode repetir o ciclo de valorização e colapso da bolha da internet

    O mercado financeiro internacional está em alerta. De acordo com uma análise recente do RBC Capital Markets, a queda do dólar pode ser mais acentuada e duradoura do que muitos investidores esperam, com potencial de repetir o colapso ocorrido após a bolha da internet no início dos anos 2000.

    A instituição financeira destaca que o mesmo conjunto de fatores que impulsionou o fortalecimento do dólar nos últimos anos — como a atratividade dos ativos americanos e a confiança em fundos de investimento passivos — pode agora se transformar em um gatilho de reversão. Se esse movimento se confirmar, a desvalorização da moeda dos Estados Unidos pode chegar a níveis semelhantes aos observados entre 2001 e 2008, quando a divisa acumulou queda de 40%.


    Como o dólar chegou a este ponto

    O dólar teve um 2025 marcado pela volatilidade e pelas incertezas em torno da política econômica do presidente Donald Trump, especialmente após medidas intervencionistas no comércio e declarações que aumentaram o risco político global.

    Mesmo sob pressão, a moeda encontrou suporte temporário em um cenário de bolsas americanas aquecidas e na forte alocação de recursos internacionais em ativos dos Estados Unidos. Os investidores globais, atraídos por empresas de tecnologia e pelo desempenho da economia americana, concentraram seus portfólios em ativos denominados em dólar — movimento que sustentou a valorização da moeda e consolidou seu papel como refúgio financeiro.

    Mas, segundo o RBC, esse ciclo de concentração está chegando ao limite. Com os preços dos ativos americanos em patamares historicamente elevados, qualquer sinal de mudança de fluxo de capital pode desencadear um movimento de correção global, com impacto direto sobre o valor do dólar.


    O alerta do RBC: o fantasma da bolha da internet

    O estrategista de câmbio Richard Cochinos, do RBC Capital Markets, faz um paralelo direto com o início dos anos 2000. Naquele período, o capital estrangeiro migrou em massa para os Estados Unidos durante a bolha da internet, inflando o valor das ações e, consequentemente, do dólar.

    Quando o mercado entrou em colapso, os investidores buscaram diversificação, vendendo ativos americanos e comprando moedas de outras regiões. O resultado foi uma forte desvalorização do dólar, que caiu cerca de 40% do pico ao vale entre 2001 e 2008.

    Cochinos alerta que um processo semelhante pode estar em andamento. “A concentração funcionou bem nos últimos 15 anos, mas apresenta riscos no ambiente atual”, afirma o relatório do RBC. “Uma mudança mensurável na demanda e no desempenho relativo pode ter implicações profundas no mercado de câmbio.”


    Mudanças estruturais no mercado de câmbio

    O RBC identifica uma combinação de fatores que pode sustentar uma queda prolongada do dólar. Entre eles estão:

    • Avaliações elevadas de ativos americanos, que reduzem a atratividade de novos aportes;

    • Mudanças nas cadeias globais de comércio, com a crescente regionalização da produção e o avanço de moedas locais;

    • Alteração dos refúgios seguros, com o ouro, o franco suíço e o iene japonês voltando a ganhar protagonismo;

    • E uma reconfiguração do sistema financeiro, marcada pelo crescimento de ativos ilíquidos e investimentos privados, que aumentam a volatilidade dos mercados em períodos de estresse.

    Essas transformações tornam o ambiente de câmbio mais imprevisível e desafiam a ideia de que o dólar continuará sendo, indefinidamente, o principal pilar do sistema financeiro global.


    Estratégias para enfrentar uma possível desvalorização

    Diante da possibilidade de uma queda acentuada do dólar, o RBC recomenda que investidores e gestores de fundos adotem estratégias de proteção diversificadas.

    Entre as opções sugeridas pela instituição estão:

    • Opções sintéticas de compra no índice ICE US Dollar Index, que permitem proteger posições longas;

    • Apostas binárias otimistas sobre o euro e o iene, que podem se valorizar em caso de enfraquecimento do dólar;

    • Estruturas de opções de longo prazo, como uma call de dois anos no par EUR/USD com preço de exercício em 1,30, o que representaria uma queda de cerca de 12% do dólar;

    • E uma put de dois anos no par USD/JPY, com preço de exercício em 130, sinalizando possível desvalorização de 15% da moeda americana.

    Essas estratégias refletem uma visão de médio e longo prazo na qual o dólar enfrenta um cenário de ajuste estrutural, semelhante ao que ocorreu após o estouro da bolha das empresas de tecnologia.


    As diferenças entre 2000 e 2025

    Embora o RBC trace paralelos com o início do milênio, o cenário atual apresenta nuances distintas. Na virada dos anos 2000, o mercado era dominado por empresas de tecnologia emergentes e pela expansão da internet. Hoje, a economia global convive com tensões geopolíticas, transformações tecnológicas aceleradas e políticas monetárias experimentais — uma combinação que torna os movimentos de capital mais sensíveis e menos previsíveis.

    Além disso, os fundos de investimento passivos — como ETFs — têm hoje um papel dominante nos fluxos internacionais, o que pode amplificar as oscilações em momentos de correção. Isso significa que uma venda em larga escala de ações americanas, por exemplo, pode gerar um efeito cascata, pressionando simultaneamente os preços dos ativos e o valor do dólar.


    A importância do gerenciamento de riscos

    Para o RBC, a lição mais importante do passado é que a gestão de riscos de cauda — ou seja, de eventos extremos e pouco prováveis — deve estar no centro da atenção dos investidores.

    O banco alerta que, com o avanço das incertezas políticas e o aumento das tensões comerciais, o dólar pode deixar de ser o porto seguro tradicional e passar a refletir os próprios riscos internos dos Estados Unidos.

    Essa mudança estrutural pode alterar o equilíbrio entre moedas e levar investidores a buscar alternativas em moedas emergentes, metais preciosos e ativos digitais, como o bitcoin, que vem sendo cada vez mais usado como instrumento de diversificação cambial.


    O impacto global de uma queda do dólar

    Uma forte desvalorização do dólar teria efeitos profundos em toda a economia global. Países com dívidas denominadas na moeda americana, como diversas economias emergentes, poderiam se beneficiar de um alívio cambial. Por outro lado, o movimento poderia gerar fuga de capitais de mercados desenvolvidos e aumento da volatilidade em ativos de risco.

    Empresas multinacionais também seriam diretamente impactadas. Exportadores dos EUA ganhariam competitividade, enquanto importadores sofreriam com custos mais altos. Já os bancos centrais, incluindo o Federal Reserve, teriam de lidar com os efeitos da desvalorização sobre a inflação e os fluxos de comércio.

    Se a tendência se confirmar, o mundo poderá assistir a uma reconfiguração do sistema financeiro internacional, com maior diversidade de moedas de reserva e um papel reduzido do dólar como padrão global.


    O cenário até 2026: entre riscos e oportunidades

    O relatório do RBC projeta que o dólar poderá iniciar um ciclo de queda gradual até 2026, conforme os investidores ajustam suas carteiras e buscam novas fontes de retorno fora dos Estados Unidos.

    Esse movimento pode beneficiar o euro, o iene japonês e até algumas moedas emergentes, especialmente de países com estabilidade fiscal e superávit comercial.

    No entanto, o banco ressalta que a transição deve ser volátil e assimétrica, com períodos de recuperação pontual do dólar intercalados por quedas acentuadas. Em meio a essa instabilidade, o papel do investidor será o de adotar estratégias mais dinâmicas, capazes de responder rapidamente às mudanças nos fluxos de capital global.


    Um novo ciclo à vista

    A história mostra que o dólar é cíclico — alterna períodos de valorização intensa com fases de queda prolongada. O que o RBC sinaliza agora é que estamos nos aproximando do fim de um ciclo de alta e do início de uma fase de reprecificação global.

    A combinação de ativos caros, mudanças geopolíticas e novos paradigmas de investimento cria as condições ideais para um ajuste que pode redefinir o valor da moeda americana no cenário internacional.

    Se a previsão se confirmar, os próximos anos poderão marcar o início de uma era em que a queda do dólar deixará de ser exceção e passará a ser a regra — um movimento que afetará governos, corporações e investidores em escala mundial.

    Analistas preveem: dólar pode despencar como na bolha da internet

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • 13º do INSS em novembro: veja quem recebe, valores e calendário completo de pagamentos


    13º do INSS em novembro: veja quem recebe, quanto vai ganhar e o calendário completo de pagamentos

    O 13º do INSS em novembro será pago aos aposentados, pensionistas e demais beneficiários que iniciaram o recebimento dos benefícios previdenciários após junho de 2025. O pagamento será feito em parcela única junto ao benefício de novembro, de acordo com informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    Com o fim do ciclo de antecipação do abono, os segurados que ficaram de fora das rodadas de abril e junho agora terão direito ao valor integral no encerramento do ano. O depósito será automático, sem necessidade de solicitação, e seguirá o calendário oficial do INSS, que vai de 24 de novembro a 5 de dezembro de 2025, conforme o final do número do benefício.

    A seguir, confira quem tem direito, valores, datas, regras de proporcionalidade e como consultar o pagamento do 13º salário previdenciário neste guia completo.


    Quem tem direito ao 13º do INSS em novembro

    O abono natalino é garantido a todos os aposentados, pensionistas e segurados que recebem benefícios de caráter contributivo, como auxílios e salários substitutivos.

    Entre os grupos contemplados estão:

    • Aposentados por idade, tempo de contribuição ou invalidez

    • Pensionistas por morte

    • Beneficiários de auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença)

    • Segurados que recebem auxílio-acidente

    • Beneficiários de auxílio-reclusão

    • Segurados com salário-maternidade (neste caso, com regra específica)

    O 13º do INSS em novembro não se aplica aos beneficiários de caráter assistencial, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada) e a Renda Mensal Vitalícia, pois ambos não têm contribuição previdenciária e, portanto, não geram direito ao abono natalino.


    Calendário do 13º do INSS em novembro

    O pagamento será feito em parcela única, junto à folha mensal de novembro, seguindo o número final do benefício. A divisão considera dois grupos: os que recebem até um salário mínimo e os que recebem acima do piso nacional.

    Beneficiários que ganham até um salário mínimo (R$ 1.518 em 2025):

    Final do benefício Data de pagamento
    1 24 de novembro
    2 25 de novembro
    3 26 de novembro
    4 27 de novembro
    5 28 de novembro
    6 1º de dezembro
    7 2 de dezembro
    8 3 de dezembro
    9 4 de dezembro
    0 5 de dezembro

    Beneficiários que ganham acima de um salário mínimo:

    Final do benefício Data de pagamento
    1 e 6 1º de dezembro
    2 e 7 2 de dezembro
    3 e 8 3 de dezembro
    4 e 9 4 de dezembro
    5 e 0 5 de dezembro

    🟢 Observação importante: o pagamento do 13º do INSS em novembro será realizado junto ao benefício mensal, em um único depósito, com desconto do Imposto de Renda para segurados que ultrapassam o limite de isenção.


    Quem receberá o 13º proporcional

    Alguns beneficiários terão direito apenas a uma parcela proporcional do 13º salário, conforme o tempo de recebimento do benefício durante o ano.

    Isso vale especialmente para:

    1. Fim do benefício antes de dezembro

    Segurados que tiveram auxílio temporário encerrado antes do fim do ano (como o auxílio por incapacidade temporária) receberão o valor proporcional aos meses recebidos.

    2. Salário-maternidade

    O 13º proporcional também é devido para quem recebe salário-maternidade, mas com uma regra diferente: o valor é pago junto à última parcela do benefício, e não no calendário geral de novembro.


    Como consultar o valor e a data do pagamento

    Os segurados podem verificar quanto receberão e quando o valor será depositado de três formas oficiais: pelo site Meu INSS, pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.

    Consulta pelo site Meu INSS:

    1. Acesse o site gov.br/meuinss

    2. Clique em “Entrar com gov.br”

    3. Informe o CPF e a senha

    4. Selecione a opção “Extrato de Pagamento”

    5. Procure o código 104, que indica o valor referente ao 13º salário do INSS

    Consulta pelo aplicativo Meu INSS:

    1. Abra o aplicativo Meu INSS no celular

    2. Faça login com CPF e senha gov.br

    3. Toque em “Extrato de Pagamento”

    4. Verifique o valor do benefício mensal (código 101) e o 13º (código 104)

    5. Clique em “Baixar PDF” para salvar o extrato

    Consulta por telefone (Central 135):

    Para quem não tem acesso à internet, é possível ligar para a Central 135, disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h.
    O atendimento exige CPF e dados pessoais para confirmação de identidade.


    Descontos e impostos sobre o 13º do INSS

    Assim como ocorre com trabalhadores da iniciativa privada, o 13º salário do INSS está sujeito a desconto de Imposto de Renda, conforme a faixa de tributação vigente.

    • Beneficiários isentos (com renda mensal de até R$ 2.259,20 em 2025) não terão descontos.

    • Os demais terão o abatimento calculado automaticamente.

    Para aposentados com mais de 65 anos, há isenção adicional sobre uma parcela do benefício, prevista pela legislação tributária.


    Por que alguns segurados receberam antes e outros só em novembro

    Em 2025, o governo federal manteve a antecipação do 13º para a maioria dos beneficiários entre abril e junho, medida que tem sido adotada desde 2020 para estimular o consumo e aliviar o orçamento das famílias.

    No entanto, quem começou a receber benefícios após junho de 2025 ficou de fora dessas rodadas. Por isso, o INSS determinou que esse grupo terá o pagamento integral do 13º salário em novembro, em parcela única.

    Segundo o órgão, o objetivo é garantir que todos os segurados ativos em 2025 recebam o abono dentro do mesmo exercício financeiro.


    Impacto econômico do 13º do INSS em novembro

    O pagamento do 13º do INSS em novembro movimentará bilhões de reais na economia, impulsionando especialmente o comércio e o setor de serviços nas vésperas das festas de fim de ano.

    Estima-se que o abono beneficie mais de 37 milhões de brasileiros e injete cerca de R$ 60 bilhões na economia nacional. Essa injeção de recursos tem efeito direto sobre o consumo das famílias, que aproveitam o dinheiro extra para quitar dívidas, fazer compras de Natal e reforçar o orçamento doméstico.

    Além do impacto econômico, o benefício tem relevância social significativa, sendo a principal fonte de renda para milhões de aposentados e pensionistas que dependem exclusivamente dos pagamentos do INSS.


    13º proporcional para quem teve alta ou cessação de benefício

    Se o benefício foi encerrado antes de dezembro de 2025, o segurado receberá apenas o valor proporcional ao número de meses em que recebeu pagamentos.

    O cálculo é feito automaticamente pelo INSS, dividindo o valor do benefício anual por 12 e multiplicando pelo número de meses de recebimento.

    Exemplo:
    Um segurado que recebeu seis meses de auxílio-doença em 2025 terá direito a metade do 13º.


    Dicas para uso consciente do 13º do INSS

    Especialistas em finanças pessoais recomendam que o 13º do INSS seja utilizado de forma estratégica:

    Com o aumento do custo de vida, o uso planejado do 13º se tornou essencial para garantir estabilidade financeira nos primeiros meses de 2026.

    O 13º do INSS em novembro representa mais do que um pagamento extra: é um reforço essencial na renda de milhões de brasileiros. O abono garante poder de compra, aquece a economia e assegura o cumprimento de um direito histórico dos segurados da Previdência Social.

    Quem começou a receber benefícios após junho terá o valor integral creditado na folha de novembro, com pagamentos programados entre 24 de novembro e 5 de dezembro.

    A consulta pode ser feita de forma simples pelo Meu INSS ou pela Central 135, garantindo transparência e previsibilidade para todos os beneficiários.

    Com o 13º salário, o fim de ano se torna um alívio financeiro e uma oportunidade de organizar as contas e planejar 2026 com mais segurança.

    13º do INSS em novembro: veja quem recebe, valores e calendário completo de pagamentos

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia

  • Novo calendário PIS/Pasep 2026: veja quem tem direito, valores e regras do abono salarial


    Novo calendário PIS/Pasep 2026: confira as novas regras, valores e quem tem direito ao abono

    O calendário PIS/Pasep 2026 está prestes a ser divulgado e promete movimentar a vida de milhões de trabalhadores formais em todo o Brasil. O benefício, que é um dos mais aguardados do ano, deve começar a ser pago a partir de fevereiro de 2026, conforme as projeções do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

    Voltado a quem recebe até dois salários mínimos, o abono salarial PIS/Pasep é uma das principais políticas de redistribuição de renda e incentivo à formalização do emprego no país. Em 2026, o valor máximo poderá chegar a R$ 1.631, conforme o salário mínimo projetado para o período.

    A expectativa é que o novo calendário PIS/Pasep 2026 seja oficialmente publicado até o final de novembro de 2025, após reunião do Codefat, que definirá as datas de liberação dos pagamentos.


    O que é o abono salarial PIS/Pasep

    O abono salarial é um benefício anual previsto na Constituição Federal e regulamentado pela Lei nº 7.998/1990, destinado a trabalhadores formais de baixa renda. Ele é calculado de acordo com o tempo de serviço no ano-base e o valor do salário mínimo vigente no momento do pagamento.

    Em termos práticos, o abono funciona como uma espécie de “14º salário para quem tem carteira assinada e cumpre os critérios estabelecidos pelo governo. Apesar da popularidade do termo, o benefício não é automático: depende de requisitos de renda, tempo de trabalho e registro correto das informações pelo empregador.


    Diferença entre PIS e Pasep

    Embora o PIS e o Pasep tenham o mesmo objetivo — promover a integração do trabalhador com o desenvolvimento econômico do país — eles são administrados por instituições diferentes.

    • PIS (Programa de Integração Social): pago pela Caixa Econômica Federal a trabalhadores do setor privado.

    • Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público): administrado pelo Banco do Brasil, voltado a servidores públicos.

    A principal diferença está na forma de pagamento: enquanto o PIS é liberado de acordo com o mês de nascimento, o Pasep segue o número final da inscrição do servidor público.


    Quando será divulgado o calendário PIS/Pasep 2026

    O calendário PIS/Pasep 2026 ainda não foi oficialmente divulgado, mas deve ser confirmado pelo Codefat até o fim de novembro de 2025. Após a publicação no Diário Oficial da União, as datas passam a valer para todo o território nacional.

    A expectativa é que os pagamentos comecem em fevereiro de 2026 e sigam até julho do mesmo ano, com o prazo final para saques em dezembro de 2027. Esse formato mantém o padrão adotado nos últimos anos e oferece maior previsibilidade aos trabalhadores.

    Com a manutenção do modelo atual, o governo pretende evitar filas e congestionamentos nos bancos e aplicativos, permitindo um fluxo contínuo de pagamentos durante o primeiro semestre de 2026.


    Quem tem direito ao abono salarial em 2026

    O direito ao abono salarial do PIS/Pasep 2026 será baseado nas informações trabalhistas referentes ao ano-base 2024. Para ser contemplado, o trabalhador precisa cumprir os seguintes critérios legais:

    1. Estar inscrito no PIS ou Pasep há pelo menos cinco anos;

    2. Ter trabalhado no mínimo 30 dias com carteira assinada em 2024, de forma contínua ou não;

    3. Ter recebido remuneração média de até dois salários mínimos por mês ao longo de 2024 (equivalente a R$ 3.036, considerando o mínimo projetado de R$ 1.518 em 2024);

    4. Ter os dados informados corretamente pelo empregador nos sistemas RAIS ou eSocial até agosto de 2025;

    5. estar vinculado a um empregador com CNPJ ativo — empregados domésticos e autônomos não têm direito.

    O descumprimento de qualquer um desses pontos pode inviabilizar o recebimento do benefício em 2026.


    Valor do abono salarial PIS/Pasep 2026

    O valor do abono salarial é calculado com base no salário mínimo vigente em 2026 e na quantidade de meses trabalhados no ano-base 2024. Cada mês de trabalho equivale a 1/12 do valor total.

    O governo federal projeta que o salário mínimo suba para R$ 1.631, considerando a inflação estimada pelo INPC (4,78%) e o ganho real de 2,5%. Assim, o valor do benefício deve variar conforme a tabela abaixo:

    Meses trabalhados em 2024 Valor estimado do abono (R$)
    1 mês 135,92
    6 meses 815,50
    12 meses 1.631,00

    O cálculo é arredondado para cima quando o trabalhador tiver mais de 15 dias de vínculo no mês.


    Como será feito o pagamento do PIS/Pasep

    Os pagamentos do calendário PIS/Pasep 2026 seguirão canais distintos, conforme o tipo de vínculo do beneficiário:

    Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

    • Depósito automático em conta corrente, poupança ou conta digital Caixa Tem;

    • Saque em agências, lotéricas ou caixas eletrônicos com o Cartão Cidadão;

    • Consulta e movimentação pelo aplicativo Caixa Tem ou pelo app Caixa Trabalhador.

    Para servidores públicos (Pasep)


    Como consultar o direito ao PIS/Pasep 2026

    A consulta sobre quem tem direito ao abono será disponibilizada a partir de janeiro de 2026, por meio dos seguintes canais:

    A consulta é gratuita e permite verificar o valor exato, a data de liberação e o banco pagador.


    O que fazer se os dados estiverem incorretos

    Erros no envio de informações pelo empregador podem impedir o recebimento do abono salarial PIS/Pasep 2026. Nesses casos, o trabalhador deve:

    1. Solicitar correção imediata ao departamento de RH da empresa;

    2. Acompanhar o status da atualização pelo app Carteira de Trabalho Digital;

    3. Registrar recurso administrativo junto ao Ministério do Trabalho e Emprego;

    4. Ligar para o número 158 (Alô Trabalho) para esclarecer dúvidas e orientações.

    O prazo médio para regularização é de até 60 dias após o envio das informações corrigidas pelo empregador.


    PIS/Pasep 2025 ainda pode ser sacado

    Quem ainda não sacou o abono referente ao ano-base 2023 poderá realizar o resgate até 29 de dezembro de 2025. Após essa data, o valor não poderá mais ser retirado, pois retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

    Os canais de saque e consulta permanecem os mesmos: Carteira de Trabalho Digital, Caixa Tem e Banco do Brasil, conforme o vínculo empregatício.


    Abono salarial x 13º salário: entenda a diferença

    Embora muitas pessoas confundam os dois benefícios, o abono salarial PIS/Pasep é diferente do 13º salário.

    • O 13º é um direito garantido a todos os trabalhadores formais e pago diretamente pela empresa.

    • O abono depende do cumprimento de critérios específicos, como tempo de serviço, renda e regularidade de informações no sistema do governo.

    o abono também não deve ser confundido com benefícios emergenciais, como o Bolsa Família ou eventuais abonos extras para aposentados, que ainda não foram aprovados em lei.


    Importância do PIS/Pasep para a economia

    O abono salarial movimenta bilhões de reais na economia todos os anos e atua como um importante instrumento de distribuição de renda. Em 2026, a expectativa é de que mais de 23 milhões de brasileiros sejam beneficiados.

    O calendário PIS/Pasep 2026 também contribui para o fortalecimento do consumo interno, ajudando a aquecer setores como comércio e serviços nos meses de pagamento. O programa reforça, ainda, a política de valorização do trabalho formal, estimulando empregadores e empregados a manterem vínculos regulares e transparentes.


    Expectativas e próximos passos

    A reunião do Codefat, marcada para o fim de novembro de 2025, definirá as datas oficiais do calendário PIS/Pasep 2026. Assim que publicado, o cronograma detalhado será divulgado pelo Ministério do Trabalho e pelas instituições financeiras responsáveis pelos pagamentos.

    Especialistas alertam que, diante da alta demanda, os trabalhadores devem acompanhar as atualizações oficiais e se preparar com antecedência, garantindo que seus dados estejam corretos no sistema.

    Com o novo calendário, o governo busca aprimorar a gestão dos recursos do FAT, ampliando a eficiência e reduzindo erros cadastrais que, em anos anteriores, atrasaram repasses para milhares de beneficiários.

    O calendário PIS/Pasep 2026 chega com novas expectativas e regras definidas para ampliar o alcance do abono salarial entre os trabalhadores de baixa renda. Com pagamentos previstos entre fevereiro e julho, e valores que podem atingir até R$ 1.631, o benefício segue como um dos pilares da política de valorização do trabalho formal no país.

    A recomendação principal é que os trabalhadores verifiquem suas informações cadastrais e mantenham atenção aos prazos, garantindo acesso ao benefício sem imprevistos. O abono continuará sendo um importante alívio financeiro para milhões de famílias e um reforço para a economia nacional.

    Novo calendário PIS/Pasep 2026: veja quem tem direito, valores e regras do abono salarial

    Fonte: Gazeta Mercantil – Economia