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  • Sem acordo, EUA mantêm shutdown e interrompem serviços em agências federais

    Sem acordo, EUA mantêm shutdown e interrompem serviços em agências federais

    EUA entram em shutdown após impasse no Congresso entre Trump e democratas. Paralisação já afeta serviços públicos, deixa 750 mil funcionários sem salário e pode custar US$ 400 milhões por dia. Analistas temem crise prolongada em meio à polarização política

    (FOLHAPRESS) – O governo dos Estados Unidos começou o shutdown (apagão econômico) após a 0h desta quarta-feira (1º), depois que legisladores e o presidente Donald Trump não superaram um impasse orçamentário em tensas negociações no Congresso em torno do financiamento para as agências federais.

    Novas votações foram realizadas ao longo do dia, algumas horas após o início do shutdown, mas não houve acordo novamente -o que significa que o apagão continuará e dá indícios de uma dura disputa entre republicanos e democratas.

    O Senado rejeitou a contraproposta dos democratas de financiar o governo. Em seguida, a maioria dos democratas da Casa votou novamente para barrar o projeto republicano de gasto provisório, que manteria o financiamento nos níveis atuais.

    No primeiro dia de shutdown, parques, museus e bibliotecas foram fechados em todo o país. Milhares de funcionários de inúmeros departamentos foram afastados. Enquanto isso, o governo Trump reforçou a tática de responsabilizar os democratas pela paralisação.

    O Escritório de Orçamento do Congresso estima que cerca de 750 mil funcionários serão colocados em licença não remunerada a um custo diário de US$ 400 milhões em compensação perdida.

    Este é o primeiro shutdown desde o mais longo da história -que durou 35 dias- há quase sete anos, durante o primeiro mandato de Trump.

    O impasse também pode levar à perda de milhares de empregos federais. A 15ª paralisação do governo desde 1981 pode adiar a divulgação do aguardado relatório mensal de empregos, desacelerar o tráfego aéreo, suspender pesquisas científicas, reter o pagamento das tropas americanas e levar à licença de 750 mil funcionários federais a um custo diário de US$ 400 milhões.

    Em jogo no financiamento do governo estão US$ 1,7 trilhão para operações de agências, o que representa aproximadamente um quarto do orçamento total do governo de US$ 7 trilhões. Grande parte do restante vai para programas de saúde, aposentadoria e pagamentos de juros sobre a crescente dívida de US$ 37,5 trilhões.

    Analistas independentes alertam que a paralisação pode durar mais do que os fechamentos relacionados ao orçamento do passado, com Trump e funcionários da Casa Branca ameaçando punir os democratas com cortes em programas governamentais e na folha de pagamento federal.

    O diretor de orçamento de Trump, Russell Vought, ameaçou fazer demissões permanentes na semana passada no caso de uma paralisação.

    “Tudo o que eles querem fazer é tentar nos intimidar. E eles não vão ter sucesso”, disse o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, em um discurso no plenário um dia após uma reunião na Casa Branca com o presidente e líderes do Congresso que terminou com os dois partidos muito distantes.

    Os republicanos têm maioria em ambas as câmaras do Congresso, mas as regras legislativas exigem que 60 dos 100 senadores concordem com a legislação de gastos. Isso significa que pelo menos sete democratas são necessários para aprovar um projeto de lei de financiamento.

    Os democratas estão sob pressão em torno das eleições de meio de mandato de 2026, que determinarão o controle do Congresso para os dois últimos anos do mandato de Trump.

    Junto com os subsídios de saúde estendidos, os democratas também buscaram garantir que Trump não seja capaz de desfazer mudanças caso elas sejam transformadas em lei. Trump se recusou a gastar bilhões de dólares aprovados pelo Congresso, levando alguns democratas a questionar por que deveriam votar em qualquer legislação de gastos.

    O professor da Universidade de Chicago, Robert Pape, disse que o clima político polarizado dos EUA após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk e o crescente poder nas alas extremas de ambos os partidos pode dificultar que os líderes partidários concordem com um acordo para reabrir o governo.

    As regras da política estão mudando radicalmente e não podemos saber com certeza onde tudo isso vai terminar”, disse Robert Pape, professor de ciência política da Universidade de Chicago, que estuda violência política.

    “Cada lado teria que recuar contra dezenas de milhões de apoiadores verdadeiramente agressivos, seus próprios eleitores, o que vai ser realmente difícil para eles fazerem”.

     

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil

  • Israel intercepta flotilha rumo a Gaza e afirma que levará ativistas para porto

    Israel intercepta flotilha rumo a Gaza e afirma que levará ativistas para porto

    Os barcos carregavam itens como alimentos não perecíveis, filtros para água, medicamentos, próteses e fórmulas infantis para população palestina que está sendo expulsa de suas terras pelo governo de Israel

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Ministério de Relações Exteriores de Israel afirmou nesta quarta-feira (1º) que navios da Marinha interceptaram a tripulação dos cerca de 40 barcos que compõem a flotilha que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

    Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ativista sueca Greta Thunberg, um dos principais nomes da iniciativa, aparece sentada e entregando seus pertences a um militar israelense. Segundo a chancelaria, “Greta e seus amigos estão sãos e salvos” e serão levados para o porto israelense de Ashdod, próximo do território palestino.

    Antes da interceptação efetiva, Tel Aviv havia advertido os ativistas para mudarem de rota e seguirem até Ashdod, onde o carregamento para os palestinos poderia ser desembarcado e transferido até Gaza por “canais seguros”. Os organizadores da iniciativa já haviam dito que a proposta não seria aceita.

    “Nossas embarcações estão sendo ilegalmente interceptadas. Câmeras estão desligadas, e os barcos estão sendo abordados por militares”, disseram os organizadores em post nas redes sociais publicado às 15h34 de Brasília.

    Os barcos carregavam itens como alimentos não perecíveis, filtros para água, medicamentos, próteses e fórmulas infantis.

    Por volta das 17h de Brasília, segundo a assessoria da flotilha, os barcos Alma, Adara e Sirius já haviam sido interceptados, com entrada de militares israelenses. No Alma estavam Greta e o brasileiro Thiago Ávila, outra figura de destaque do grupo.

    O Adara transportava os brasileiros Mansur Peixoto, criador do projeto História Islâmica, e Ariadne Telles, advogada e apontada pelos organizadores como militante da luta pela terra na Amazônia. Por fim, no Sirius estavam embarcados Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Nicolas Calabrese, professor e coordenador da Rede Emancipa no Rio de Janeiro; Bruno Gilga, funcionário da USP; Lisiane Proença, identificada pelo grupo como comunicadora popular; e Magno Costa, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Em nota, os organizadores da operação batizada de Global Sumud Flotilla -“sumud” pode ser traduzido como resiliência, em árabe- afirmaram que, “apesar da interceptação de algumas embarcações”, a flotilha se encontrava a 70 milhas náuticas (cerca de 130 km) do litoral de Gaza e seguiria adiante, “sem se deixar deter”.

    As tensões aumentaram nos últimos dias após a flotilha anunciar ter sido alvo de drones a caminho de Gaza. Itália e Espanha mobilizaram barcos do Exército para ajudar em possíveis resgates, mas afirmaram que não se envolveriam militarmente. Essas embarcações europeias acompanhariam o grupo apenas até certo ponto do percurso, por questões de segurança.

    O chanceler da Itália, Antonio Tajani, afirmou à TV estatal RAI que Israel lhe garantiu não fazer uso da força para desmobilizar a iniciativa. “Falei com o ministro [Gideon] Saar [chanceler de Israel], que me disse que não haverá ações violentas por parte das forças de Tel Aviv.” Centrais sindicas, que já haviam organizado protestos pró-Palestina e feito uma paralisação em várias cidades italianas, convocaram greve geral nesta sexta-feira (3) em solidariedade à flotilha.

    A frota de barcos partiu de Barcelona, na Espanha, no dia 31 de agosto. Ao longo do trajeto, a iniciativa passou por portos como o de Túnis, na Tunísia, onde outras embarcações se juntaram à flotilha.

    A interceptação ocorre em um momento em que o grupo terrorista Hamas analisa o plano do presidente americano Donald Trump para o fim da guerra.

    O território palestino vive uma crise humanitária sem precedentes, e o governo de Binyamin Netanyahu segue bombardeando e operando na Cidade de Gaza como parte do plano para ocupá-la. Nesta quarta, Tel Aviv anunciou ainda que agora bloqueia palestinos que moram ou se deslocaram ao sul de Gaza de acessarem a porção norte do território.

    Em entrevista à Folha de S.Paulo antes de a flotilha partir, o major Rafael Rozenszajn, um dos porta-vozes das Forças Armadas israelenses, indicou que o país não permitiria que os barcos chegassem a Gaza. “As Forças Armadas vão estar preparadas para garantir que o bloqueio seja aplicado de uma forma absoluta na Faixa de Gaza”, disse ele na ocasião.

    Mais cedo nesta quarta (1º), organizadores da flotilha afirmaram que embarcações israelenses teriam se aproximado de alguns de seus barcos e realizado “manobras perigosas e intimidatórias”.

    Desta vez, a flotilha foi organizada conjuntamente pelos coletivos Global March to Gaza, Sumud Convoy, Sumud Nusantara e coalizão Freedom Flotilla. Eles afirmaram ter arrecadado mais de € 90 mil (R$ 570 mil) em doações.

    As últimas tentativas de abrir um corredor humanitário simbólico por mar foram frustradas pelas forças militares israelenses. Renderam, porém, repercussão midiática e maior visibilidade para o movimento contra o bloqueio.

    Em maio, a embarcação Conscience foi atingida por dois drones em águas internacionais perto da ilha de Malta, às vésperas de levar 80 integrantes e insumos ao território. Na época, funcionários do governo israelense afirmaram que o barco transportava armamentos ao Hamas, o que foi contestado por uma inspeção maltesa.

    Em junho, o veleiro Madleen foi interceptado a 180 km da costa de Gaza com 12 tripulantes, incluindo Greta e Thiago Ávila. O brasileiro ficou preso por cinco dias, isolado em solitária e sob maus-tratos, segundo sua família. Após intervenção do Itamaraty, foi expulso do país.

    O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o protesto de “iate das selfies” e os ativistas de “celebridades”. Após os tripulantes serem expulsos, publicou na rede social X: “Tchau, tchau. E não se esqueçam de tirar uma selfie antes de partirem”.

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil

  • Rússia lançou drones diretamente contra a Polônia; Kremlin nega

    Rússia lançou drones diretamente contra a Polônia; Kremlin nega

    Pessoas com conhecimento da ação dizem que ela foi mesmo intencional, partindo da base de Charatov; Otan vive tensão com sobrevoo de aparelhos não tripulados, e Dinamarca vê situação mais perigosa desde a 2ª Guerra

    MOSCOU, RÚSSIA (CBS NEWS) – A incursão de drones russos no espaço aéreo da Polônia teve como origem uma mesma base militar e os aparelhos voaram diretamente rumo ao país da Otan. Segundo a Folha ouviu de pessoas com conhecimento da operação na Rússia, ela foi deliberada.

    O relato contraria a versão do Kremlin para o episódio ocorrido na noite de 9 para 10 de setembro que estremeceu ainda mais as relações da Rússia com o Ocidente, já esgarçadas por mais de três anos e meio de guerra na Ucrânia.

    Também lidando com aparições de drones, esses menores e de origem desconhecida até aqui, a premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen disse nesta quarta-feira (1º) que a Europa está “na situação mais difícil” desde a Segunda Guerra Mundial e que seus países têm de se unir para enfrentar Moscou.

    No caso polonês, o governo russo disse que os aparelhos se perderam durante um mega-ataque ao oeste ucraniano, junto à fronteira polonesa. Segundo as pessoas consultadas, contudo, os 21 drones que acabaram caindo ou sendo derrubados foram lançados da base da Charatov, em Smolensk (sul russo).

    De lá, seguiram sobrevoando a fronteira entre Ucrânia e Belarus. Eles eram todos modelos Gérbera, uma versão simplificada do drone de ataque Gerânio-2, por sua vez inspirado no desenho iraniano do Shahed-136. Eles estavam desarmados.

    Ajuda a sustentar o relato os resumos da operação feitos pelas forças da Ucrânia e da Polônia, vazados para canais de internet de ambos os países. As rotas designadas são as mesmas citadas à reportagem, com a exceção de um segundo caminho que teria sido usado por três aparelhos passando pelo centro de Belarus.

    O tema é tratado na comunidade de inteligência russa como um segredo de polichinelo. A Polônia e vários países europeus acusaram Moscou pela ação, dizendo que ela visou testar a rapidez de resposta das defesas aéreas polonesas.

    Se houve mobilização rápida, com caças F-16 do país e F-35 da Holanda em ação, ela serviu para provar que a Otan está despreparada para lidar com a nova ameaça dos drones. Foram usados em um número incerto de interceptações mísseis AIM-9X que chegam a custar US$ 500 mil contra aparelhos de US$ 8.500, sem uma taxa de sucesso absoluta.

    Isso levou a Otan, que acusou a Rússia de ter sido irresponsável mas evitou falar em ação deliberada, a criar uma nova operação de reforço de suas fronteiras aéreas a leste, a Sentinela Oriental. Até aqui, contudo, ela só viu mobilizados recursos convencionais, como caças franceses e britânicos sendo enviados para a Polônia.

    Drones que atacam em ondas sucessivas de centenas de aparelhos são um desafio diverso, que implica defesas eletromagnéticos, emprego de baterias de menor calibre e soluções de saturação, como explosivos que formem nuvens de fragmentos e atinjam vários robôs pequenos.

    Isso para não falar nos drones de linha de frente, minúsculos aparelhos domésticos transformados em armas de matar e destruir equipamento, que mudaram a natureza do atrito na Guerra da Ucrânia.

    Outros drones foram interceptados três dias depois da ação na Polônia, na Romênia, que já havia registrado várias quedas de aparelhos atacando o outro lado do rio Danúbio. Os episódios levaram a uma onda paranoica em relação a qualquer tipo de drone.

    Nesta quarta, por exemplo, radares poloneses captaram dois drones suicidas Gerânio-2 próximos de suas fronteiras, sobre a Ucrânia. Foram mobilizados seis F-16 para reagir, mas não foi necessário: os aparelhos caíram no vizinho invadido em 2022.

    Na semana retrasada, os poloneses neutralizaram aparelhos voando sobre prédios do governo em Varsóvia, prendendo na ação três belarussos. Na semana passada, uma série de avistamentos de drones fechou aeroportos na Dinamarca e na Noruega.

    Copenhague chegou ter o apoio de navios da Otan para monitorar a situação, e o governo disse que a ação foi coordenada e proposital, mas que não viu sinais diretos de envolvimento da Rússia, apesar da fala de Frederiksen.

    Houve também um teste mais sério, também negado por Moscou, quando três caças MiG-31 invadiram o espaço aéreo da Estônia no dia 19 passado e circularam numa rota rumo à capital do país báltico, Tallinn. A interceptação neste caso demorou 12 minutos, o que daria tempo de sobra para um ataque à cidade.

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil

  • Dólar fecha em leve alta e Bolsa cai com mercado de olho em paralisação do governo dos EUA

    Dólar fecha em leve alta e Bolsa cai com mercado de olho em paralisação do governo dos EUA

    O dólar avançou 0,10% durante o dia e fechou cotado a R$ 5,328, enquanto o Ibovespa caiu 0,56%, a 145.415 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar reverteu as perdas da manhã desta quarta-feira (1º) e fechou em leve alta, com o mercado repercutindo a paralisação parcial do governo dos Estados Unidos. Novos dados sobre o mercado de trabalho norte-americano também nortearam as negociações. Ao fim do pregão, a moeda avançou 0,10%, cotada a R$ 5,328, enquanto o Ibovespa caiu 0,56%, a 145.415 pontos.

    O financiamento para agências federais dos Estados Unidos expirou na virada para quarta-feira, depois que o Senado rejeitou um projeto de lei de gastos temporários que teria mantido as operações até 21 de novembro.

    Os democratas se opuseram à legislação devido à recusa dos republicanos em anexar uma prorrogação dos benefícios de saúde que irão expirar no final do ano para milhões de norte-americanos. Os republicanos dizem que essa questão deve ser tratada separadamente.

    Não há um caminho claro para sair do impasse. Essa é a 15ª paralisação (ou “shutdown”, em inglês) do governo desde 1981, e não se sabe quanto tempo ela poderá durar.

    Para analistas independentes, a duração poderá ser maior do que a de paralisações passadas que também foram motivadas pelo orçamento, à medida que o presidente Donald Trump e autoridades da Casa Branca ameaçam punir democratas com cortes nos programas do governo e na folha de pagamento federal.

    Ao menos na frente orçamentária, o que está em jogo é um montante de US$ 1,7 trilhão para operações de agências federais -um quarto do orçamento total de US$ 7 trilhões do governo.

    A princípio, os efeitos da falta de verba se darão na interrupção de atividades das agências. O relatório de emprego payroll esperado para sexta-feira, por exemplo, poderá não ser publicado, tampouco os pedidos semanais de auxílio-desemprego de quinta-feira. Viagens aéreas serão atrasadas, pesquisas científicas, suspensas, e até 750 mil funcionários federais poderão ser dispensados, custando US$ 400 milhões ao governo.

    O problema principal para o mercado está na paralisação das agências estatísticas. Dados, sobretudo os de emprego e de inflação, servem como um termômetro da saúde econômica dos Estados Unidos, norteando as decisões de juros do Fed e, por consequência, as de investimento dos operadores.

    O momento é especialmente sensível diante da cautela do Fed quanto ao ciclo de corte de juros, iniciado na reunião de setembro e cuja continuidade depende da evolução dos dados econômicos. A paralisação, segundo analistas, pode afetar tanto a qualidade quanto a pontualidade dos relatórios, diminuindo a visibilidade sobre a economia e, portanto, aumentando a incerteza na tomada de decisões.

    “Para os investidores, a não publicação do payroll em momento em que o Fed está em processo de corte de juros é preocupante”, diz o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em comentário enviado a clientes.

    Nesse sentido, o relatório de emprego ADP, publicado nesta quarta, é um dos poucos termômetros disponíveis para o mercado. “Teremos que nos contentar com ele, um relatório que não tem sido bem correlacionado com o dado oficial e que não mostra a taxa de desemprego”, diz Faria Júnior.

    Os números mostraram que o setor privado dos Estados Unidos fechou 32 mil postos de trabalho no mês passado, após um declínio de 3.000 em agosto. Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 50 mil postos.

    A surpresa negativa está levando o mercado a apostar que o Fed irá cortar os juros nas reuniões de outubro e dezembro, pressionando para baixo o dólar e os rendimentos dos treasuries, os títulos ligados ao Tesouro norte-americano. A cautela sobre as próximas divulgações, porém, está levando à fuga de ativos de risco, como o real e outras moedas de mercados emergentes.

    “Se o shutdown perdurar por muito tempo (o último, por exemplo, durou 35 dias), podemos ver o Fed mais cauteloso, pois ele não teria nem os dados do payroll nem os dados de inflação do CPI, sendo obrigado a tomar a decisão de juros apenas com dados alternativos. Mas, dada a predileção do Fed em relação ao mandato de emprego, mesmo nesse cenário de shutdown prolongado, o corte em outubro se torna mais provável após o dado da ADP”, afirma André Valério, economista sênior do Inter.

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil

  • Explosão causa colapso parcial em prédio nos EUA; não há mortos ou feridos

    Explosão causa colapso parcial em prédio nos EUA; não há mortos ou feridos

    a explosão ocorreu em um conjunto habitacional na Alexander Avenue, no Bronx; prédio faz parte da rede de habitação pública de Nova York (NYCHA), a maior autoridade habitacional dos Estados Unidos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma explosão em um edifício residencial de 20 andares no Bronx, em Nova York, provocou o desabamento parcial de parte da estrutura nesta quarta-feira, assustando moradores da região. Apesar da gravidade, não foram registradas mortes ou feridos, segundo as autoridades locais.

    De acordo com a CNN, a explosão ocorreu em um conjunto habitacional na Alexander Avenue. Parte da fachada desabou do topo ao chão.

    Segundo as primeiras informações, explosão por vazamento de gás é uma das possibilidades analisadas. Outra seria um duto de ventilação conectado à caldeira ter se rompido, segundo Robert Tucker, comissário do Corpo de Bombeiros ouvido pela CNN.

    Testemunhas relataram pânico no momento do acidente. Uma moradora contou à afiliada WCBS que havia ligado para o serviço de emergência ao ver fumaça perto do prédio.

    Imagens aéreas da WABC mostraram parte do edifício com as paredes externas arrancadas. Agentes precisaram escalar montes de escombros para verificar o interior, enquanto a companhia Con Edison cortava o fornecimento de gás por precaução.

    O Departamento de Gestão de Emergências informou que um centro comunitário foi adaptado como abrigo temporário, e ônibus da MTA foram disponibilizados para acolher moradores. Não há previsão para o retorno das famílias ao edifício.

    O prédio faz parte da rede de habitação pública de Nova York (NYCHA), a maior autoridade habitacional dos Estados Unidos, onde vivem cerca de 500 mil pessoas. Muitos dos imóveis datam de meados do século 20 e acumulam denúncias de más condições.

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil

  • Cruz Vermelha suspende operações em Gaza após aumento de ataques

    Cruz Vermelha suspende operações em Gaza após aumento de ataques

    Israel intensificou ações militares em Gaza enquanto o grupo palestino Hamas continua análise da proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cessar-fogo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou nesta quarta-feira (1º), por meio de comunicado, que foi forçado a suspender temporariamente as operações na Cidade de Gaza e a realocar funcionários devido à escalada das hostilidades na região.

    “O CICV continuará a se esforçar para prestar apoio aos civis na cidade de Gaza, sempre que as circunstâncias permitirem, a partir de nossos escritórios em Deir al-Balah e Rafah, que permanecem totalmente operacionais”, disse na nota.

    “Há décadas na Cidade de Gaza, o CICV permaneceu o máximo de tempo possível para proteger e apoiar as pessoas mais vulneráveis após a recente intensificação das hostilidades. A Organização mantém o seu compromisso de retornar as atividades assim que as condições permitirem.”

    Israel intensificou ações militares em Gaza enquanto o grupo palestino Hamas continua análise da proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cessar-fogo na região.

    Aviões e tanques israelenses bombardearam bairros residenciais durante a noite, disseram moradores de Gaza. As autoridades de saúde locais disseram que pelo menos 35 pessoas foram mortas nesta quarta, a maioria delas na cidade.

    O ministro da Defesa, Israel Katz, descreveu a medida como “um cerco mais apertado em torno de Gaza, a fim de derrotar o Hamas”, dizendo que os palestinos dispostos a partir para o sul teriam que passar por uma verificação do Exército.

    “Esta é a última oportunidade para os residentes de Gaza que desejam se deslocar para o sul e deixar os membros do Hamas isolados na própria Cidade de Gaza diante das operações em grande escala contínuas das Forças de Defesa de Israel”, disse Katz.

    Nesta terça-feira (30), Trump deu ao grupo “três ou quatro dias” para responder ao plano que ele divulgou nesta semana ao lado do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, que apoiou a proposta para encerrar a guerra.

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil

  • Lula elogia plebiscito sobre taxação de ricos e contra escala 6×1

    Lula elogia plebiscito sobre taxação de ricos e contra escala 6×1

    Presidente recebeu movimentos à frente de consulta popular; mobilização em torno dessas pautas vem ocorrendo desde julho, quando entidades sindicais, estudantis, partidos de esquerda e movimentos populares lançaram o Plebiscito Popular por um País Mais Justo

    Movimentos e organizações populares se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entregar, de forma simbólica, mais de 1,5 milhão de votos favoráveis à isenção do Imposto de Renda (IR) para salários até R$ 5 mil, maior taxação de quem ganha acima de R$ 50 mil e pelo fim da escala de trabalho 6×1 e redução da jornada de trabalho sem redução salarial.

    O encontro ocorreu na tarde desta quarta-feira (1º), no Palácio do Planalto, horas antes da votação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que pode assegurar a isenção de IR para salários de até R$ 5 mil

    A mobilização em torno dessas pautas vem ocorrendo desde julho, quando entidades sindicais, estudantis, partidos de esquerda e movimentos populares lançaram o Plebiscito Popular por um País Mais Justo. A campanha tinha como mote justamente ampliar o debate direto com a população sobre maior justiça tributária e redução da jornada de trabalho, que no Brasil chega a 44 horas semanais. 

    Eu queria dar os parabéns aos dirigentes sindicais, queria dar os parabéns ao movimento social, aos partidos de esquerda que estão aqui, e dizer para vocês que nunca é tarde para a gente aprender a fazer as coisas. Eu acho que esse plebiscito que vocês estão me entregando hoje, simbolicamente, porque não tem caixa para trazer 1,5 milhão de assinaturas, é extremamente novo para a luta social deste país”, destacou Lula.

    O presidente defende que o processo de mobilização politiza e conscientiza. “Uma pessoa conscientizada, ela tem muito mais vontade de brigar para defender as suas conquistas, do que uma pessoa que não sabe porque está brigando, não sabe quem é que fez, não sabe porque fez”.

    Metodologia popular

    A coleta de votos do plebiscito ocorreu tanto em urnas físicas instaladas em locais públicos e sedes das organizações, quanto em votação online.

    “O plebiscito popular é uma metodologia de trabalho com a população. Você coloca uma pergunta e a partir disso, você abre um diálogo no sentido de politizar, de organizar e de construir uma consciência na sociedade em relação à necessidade dessas medidas”, afirmou Igor Felippe, coordenador da Comissão do Plebiscito Popular  

    Ele explica que neste plebiscito popular, foram trabalhadas duas perguntas. “Uma pergunta relacionada à redução da jornada de trabalho sem redução salarial e o fim da escala 6 por 1. E a segunda pergunta é relacionada à taxação dos super ricos para viabilizar a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. O nosso plebiscito termina no dia 12 de outubro, mas nós estamos fazendo uma série de agendas aqui em Brasília para coincidir na votação que nós teremos hoje, na Câmara dos Deputados, relacionada à isenção do Imposto de Renda e a taxação daqueles que ganham mais de R$ 600 mil reais por ano”, observou.

    Após a votação da isenção do IR pelo Congresso Nacional, os movimentos sociais afirmaram a Lula que a prioridade do segmento será avançar na pauta da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1.

    Pressão social

    A pauta do fim da escala 6×1 ganhou força no Brasil no final do ano passado e manifestações de rua no primeiro semestre deste ano voltaram a pedir o fim desse tipo de escala de trabalho.  

    No Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a jornada 6×1 não teve avanço. Lideranças do governo dizem que a medida é “prioridade” para este ano, embora não esteja certo que será levada adiante em 2025.

    O projeto sofre resistência de setores empresariais que alegam que a medida levaria ao aumento dos custos operacionais das empresas, como defendeu a entidade patronal Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil

  • Conta de luz vai baratear em outubro, veja dicas para economizar mais!

    Conta de luz vai baratear em outubro, veja dicas para economizar mais!

    Os maiores vilões da conta de luz em casa são os aparelhos que combinam alta potência com uso frequente, e trocar eletrodomésticos antigos faz diferença no gasto de energia

    Os brasileiros terão redução na conta de luz em outubro. É que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que será adotada a bandeira vermelha patamar 1, adicionando à fatura R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O valor é menor do que a bandeira vermelha patamar 2, que vigorou até setembro, e representava um adicional de R$ 7,87 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

    Mesmo com a redução, segundo o professor e coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Ahmed El Khatib, para uma família média, o impacto mensal pode ser substancial. “Para minimizar o impacto no orçamento familiar, é essencial adotar medidas de eficiência energética e conscientização do consumo. A economia doméstica também é fundamental para e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico brasileiro”, afirma o financista.

    DICAS PARA ECONOMIZAR NA CONTA DE LUZ

    O professor da FECAP reuniu algumas orientações importantes para ajudar os consumidores a economizarem na conta.

    Eletrodomésticos

    • Utilizar a capacidade máxima das máquinas de lavar e secar;
    • Ficar atento à quantidade de sabão nas máquinas de lavar, evitando repetir a operação de enxágue;
    • Desligar ou retirar da tomada os eletrodomésticos quando não estiverem em uso;
    • Evitar deixar aparelhos em stand-by, pois continuam consumindo energia.

    Iluminação

    • Substituir lâmpadas incandescentes por opções mais eficientes, como LED;
    • Aproveitar a iluminação natural sempre que possível;
    • Apagar as luzes ao sair de um ambiente.
    • Aquecimento e Resfriamento
    • Utilizar ar-condicionado apenas quando necessário e ajustar a temperatura para 23°C;
    • Manter portas e janelas fechadas quando o ar-condicionado estiver ligado;
    • Evitar o uso excessivo de chuveiros elétricos e optar por banhos mais curtos. 

    Conscientização e hábitos
     

    • Orientar todos os membros da família sobre a importância de economizar energia;
    • Monitorar regularmente o consumo de energia e ajustar hábitos conforme necessário;
    • Compartilhar dicas de economia de energia com amigos e familiares.
       

    OS VILÕES DA CONTA DE LUZ

    Os maiores vilões da conta de luz em casa são os aparelhos que combinam alta potência com uso frequente, e trocar eletrodomésticos antigos faz diferença no gasto de energia. “Aparelhos mais antigos foram fabricados em uma época em que a eficiência energética não era prioridade, e por isso consomem muito mais energia do que os modelos modernos. Embora a troca exija um investimento inicial, a economia na conta compensa em médio e longo prazo, além de trazer mais conforto e durabilidade”, afirma o professor da FECAP, que mostra, abaixo, quais aparelhos consumem mais em uma residência.

    Ar-condicionado: um modelo de 12.000 BTUs, usado 8 horas por dia, consome em torno de 170 kWh por mês, o que representa mais de R$ 160,00 na fatura.

    Chuveiro elétrico: em apenas alguns minutos de banho pode gastar mais energia do que outros aparelhos ligados por horas. Um chuveiro de 5.500W, usado por 15 minutos por dia, consome cerca de 2,2 kWh, o que dá aproximadamente 66 kWh no mês. Considerando uma tarifa média de R$ 0,95 por kWh, isso equivale a quase R$ 63,00 mensais apenas com esse aparelho. Diminuir o tempo de banho no chuveiro elétrico em apenas cinco minutos já representa cerca de R$ 21,00 de economia por pessoa no mês.

    Geladeira: é o único eletrodoméstico que funciona 24 horas por dia; um modelo antigo pode gastar cerca de 100 kWh mensais, ou R$ 95,00, enquanto uma versão moderna e eficiente consome por volta de 40 kWh, ou R$ 38,00.

    Ferro de passar: em duas horas semanais chega a consumir quase 15 kWh por mês (cerca de R$ 14,00).

    Lâmpadas incandescentes ou fluorescentes antigas: uma lâmpada de 60W ligada 5 horas por dia consome 9 kWh no mês (cerca de R$ 8,50), enquanto uma de LED equivalente consome apenas 1,35 kWh (cerca de R$ 1,30).

    Trocar lâmpadas incandescentes ou fluorescentes por LEDs pode reduzir em até 80% o gasto com iluminação. Se uma casa tiver 10 lâmpadas de 60W ligadas 5 horas por dia, o gasto mensal seria de R$ 85,00; substituindo por LEDs de 9W, o gasto cai para R$ 13,00, uma economia de R$ 72,00 mensais.

    Carregadores de celular: embora o consumo seja pequeno quando comparado a aparelhos como chuveiro ou ar-condicionado, ele existe e pode pesar no longo prazo, especialmente em casas onde há vários carregadores sempre conectados. Um carregador de celular moderno, sem o aparelho conectado, consome em média 0,1 W a 0,3 W em stand by.

    Parece irrelevante, mas ligado 24 horas por dia durante um mês, isso dá cerca de 0,2 kWh — o equivalente a R$ 0,20 na conta. Já se ele fica constantemente conectado a um celular já carregado (100%), o gasto sobe um pouco, para cerca de 1 kWh/mês, o que representa em torno de R$ 1,00 por carregador.

    Se pensarmos em uma casa com 5 carregadores sempre na tomada, isso significa até R$ 5,00 por mês ou R$ 60,00 por ano, sem que ninguém esteja de fato usando a energia de maneira produtiva. Além disso, o hábito de manter carregadores conectados continuamente pode reduzir a vida útil do acessório e até representar risco de aquecimento ou falha elétrica em casos de produtos de baixa qualidade.

    Retirar aparelhos da tomada quando não estão em uso: hábito simples evita o consumo em modo stand by, pode reduzir em até 12% o valor da fatura; em uma conta de R$ 300, isso significa R$ 36,00 de economia.

    ENTENDA O MODELO DE BANDEIRAS

    O professor El Khatib lembra que o modelo de bandeiras tarifárias foi criado em 2015, sendo considerado por especialistas do setor mais efetivo do que o modelo anterior para as famílias lidarem com seus orçamentos.

    Antes das bandeiras, o repasse dos custos extras da geração de energia era feito apenas nos reajustes tarifários anuais, sem informar o consumidor sobre o preço atual da energia.

    “Com o sistema de bandeiras, o consumidor recebe um sinal claro sobre o custo da energia no momento, permitindo que ele adapte seu consumo. Isso incentiva um uso mais consciente e responsável da eletricidade, contribuindo para a redução da necessidade de acionar usinas termelétricas, que encarecem a conta”, acrescenta.

    Além disso, o modelo de bandeiras tarifárias permite que os custos extras sejam repassados mensalmente às distribuidoras de energia, evitando o acúmulo de dívidas e a necessidade de reajustes tarifários mais altos no futuro.

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil

  • STF inicia julgamento sobre vínculo de emprego de motoristas de apps

    STF inicia julgamento sobre vínculo de emprego de motoristas de apps

    A decisão que será tomada pela Corte terá impacto em 10 mil processos que estão parados em todo o país à espera do posicionamento do plenário sobre a questão; dia da votação ainda será definido pelo presidente da Corte

    O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou há pouco a sessão que vai julgar a validade do reconhecimento de vínculo empregatício entre motoristas de aplicativos e as plataformas digitais. A controvérsia é conhecida como “uberização” das relações de trabalho.

    No início da sessão, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, informou que o julgamento não será encerrado hoje.

    Segundo o ministro, a sessão será destinada apenas à leitura dos relatórios dos processos, documentos que resumem a tramitação das ações, e às sustentações orais das defesas das empresas que operam os aplicativos e entidades que defendem o reconhecimento do vínculo.

    A data da votação da questão ainda será marcada pelo presidente. 

    A decisão que será tomada pela Corte terá impacto em 10 mil processos que estão parados em todo o país à espera do posicionamento do plenário sobre a questão.Serão julgadas duas ações relatadas pelos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes que chegaram ao Supremo a partir de recursos protocolados pelas plataformas Rappi e Uber. As empresas contestam decisões da Justiça do Trabalho que reconheceram o vínculo empregatício com os motoristas e entregadores.

    A Rappi alegou que as decisões trabalhistas que reconheceram o vínculo de emprego com a empresa desrespeitaram decisões da própria Corte que entendem não haver relação de emprego formal com os entregadores.

    A Uber sustentou que é uma empresa de tecnologia, e não do ramo de transportes, e que o reconhecimento de vínculo trabalhista altera a finalidade do negócio da plataforma, violando o princípio constitucional da livre iniciativa de atividade econômica.

     

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil

  • Flotilha se aproxima de Gaza e fala em 'manobras de intimidação' de Israel

    Flotilha se aproxima de Gaza e fala em 'manobras de intimidação' de Israel

    Tel Aviv não comentou episódio; Exército publica post em que aponta suposta cumplicidade com o Hamas de membros da iniciativa; embarcações estão a pouco mais de 200 quilômetros do litoral do território palestino, sob expectativa de interceptação de navios israelenses

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A flotilha Global Sumud, que tenta furar o bloqueio de Israel e entregar ajuda a Gaza, afirmou que embarcações israelenses teriam se aproximado de alguns de seus barcos e realizado “manobras perigosas e intimidatórias” nesta quarta-feira (1º).

    O grupo de cerca de 40 embarcações indicou que prosseguiria a viagem. Segundo a organização, por volta das 2h30 do horário de Brasília, estava ao norte da costa do Egito, a 120 milhas náuticas (220 quilômetros) do território palestino.

    A previsão de chegada é entre a noite desta quarta (1º) e a manhã de quinta-feira (2), no horário local (6h à frente de Brasília). Para os organizadores, as próximas 24 horas serão cruciais, dada a expectativa de que navios de Israel interceptem o grupo.

    Membros da missão disseram em uma transmissão a jornalistas que duas embarcações de Tel Aviv cercaram dois dos barcos da flotilha, Alma e Sirius. Segundo o ativista brasileiro Thiago Ávila, um dos organizadores da iniciativa, o sinal de celular e de internet foi cortado com a aproximação dos supostos barcos israelenses.

    Uma publicação em vídeo na página do Instagram da flotilha mostrava o contorno sombreado do que parecia ser um navio militar com uma torre de canhão próximo aos barcos de ajuda humanitária.

    A Reuters confirmou que o vídeo foi filmado a partir do navio Sirius, mas não pôde atestar a procedência da outra embarcação no vídeo nem quando ele foi gravado.

    Em entrevista à Folha antes de a flotilha partir, o major Rafael Rozenszajn, um dos porta-vozes das Forças Armadas israelenses, indicou que o país não permitiria que os barcos chegassem a Gaza. “As Forças Armadas vão estar preparadas para garantir que o bloqueio seja aplicado de uma forma absoluta na Faixa de Gaza”, disse ele na ocasião.

    Autoridades de Tel Aviv não responderam a um pedido de comentário da agência Reuters sobre a suposta aproximação de seus navios. Nas redes sociais, o Exército publicou um post em que acusa os integrantes da flotilha de cumplicidade com o grupo terrorista Hamas.

    Entre os nomes públicos que participam da missão estão a ativista sueca Greta Thunberg, que, junto com Ávila, foi presa e deportada por forças israelenses em uma das empreitadas anteriores do grupo, em junho. Ao menos mais 12 brasileiros estão na tripulação.

    As tensões aumentaram nos últimos dias após a flotilha anunciar ter sido alvo de drones a caminho de Gaza. A Itália e a Espanha mobilizaram barcos do Exército para ajudar em possíveis resgates, mas afirmaram que não irão se envolver militarmente.

    Essas embarcações europeias acompanhariam o grupo apenas até certo ponto do percurso, por questões de segurança. Questionada pela Folha, representantes da organização não confirmaram se a escolta ainda segue com a flotilha.

    Os governos da Itália e da Grécia publicaram uma nota conjunta em que pedem que Israel garanta a segurança de todos os ativistas da missão e “permita todas as medidas de proteção consular”. A relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, disse que qualquer interceptação da flotilha “seria mais uma violação do direito internacional”.

    As últimas tentativas de abrir um corredor humanitário simbólico por mar foram frustradas pelas forças militares israelenses. Renderam, porém, repercussão midiática e maior visibilidade para o movimento contra o bloqueio.

    Em maio, a embarcação Conscience foi atingida por dois drones em águas internacionais perto da ilha de Malta, às vésperas de levar 80 integrantes e insumos ao território. Na época, funcionários do governo israelense afirmaram que o barco transportava armamentos ao Hamas, o que foi contestado por uma inspeção maltesa.

    A operação atual foi batizada de Global Sumud -“sumud” pode ser traduzido como resiliência, em árabe. Desta vez, a flotilha foi organizada conjuntamente pelos coletivos Global March to Gaza, Sumud Convoy, Sumud Nusantara e coalizão Freedom Flotilla. Eles afirmaram ter arrecadado mais de € 90 mil (R$ 570 mil) em doações.

    Fonte: Gazeta Mercantil

    Gazeta Mercantil